sábado, 25 de fevereiro de 2017

A VOLTA DO JARAGUÁ

Cleudimar Ferreira


Nos idos anos 70 e 80, o Bloco do Jaraguá - como bem batizou o seu criador, o folclorista e brincante João de Manezm, era a expressão mais viva possível do nosso folclore e da nossa cultura popular, a animar com originalidade e simplicidade, o carnaval de rua de Cajazeiras.

O bloco saindo de sua parentela, partia pelas ruas do Bairro de Capoeiras, e seguia num cortejo fantasmagórico; formatando seu trajeto, formados por garotos e garotas que conduziam seus instrumentos de percussão, tocando, fazendo barulhos sob a orientação dos solfejos saídos do apito do mestre João de Manezim. E assim seguiam, desciam a ladeira do Cemitério em direção a marco zero do nosso carnaval, a praça João Pessoa.

Irreverente e hilariante, o Bloco do Jaraguá tinha com alegoria principal, uma espécie de boneco confeccionado por madeira, arame, tecido de chita e com a cabeça sendo uma queixada de um jumento, manipulável, que abria e fechava a estranha mandíbula colorizada, chamando atenção por onde passava, ou espantando a molecada tímida que ficava de olhos esbugalhados nas calçadas, olhando aquela coisa estranha com a sua indumentária exótica e engraçada, provocando risos e alegria por ondo passava. 

Nos três dias de folia, o diferencial do carnaval de rua, era o famoso Jaraguá e suas centenas de foliões esfarrapados, arrastados ao som da charanga dos meninos do mestre João de Manezim. 

Até então adormecido no seu jazido momesco, eis que reaparece pelas ruas da cidade, o lendário bloco. Quanto a propositura responsável pela a sua aparição, há anos no anonimato, para esse carnaval 2017, foi do povo de Cajazeiras que tão bem sou escolher seu representante cultural, o articulador cultural Rivelino Martins, que cresceu, creio eu, vendo nos carnavais passados a performance desse Bloco que fez história, e que contou sua história pelas ruas da velha Cajazeiras de antigamente.

O que se espera a partir desse carnaval, é que o Jaraguá seja eterno. Não reapareça somente numa rentrée de carnaval, mas que se torne nos carnavais futuros um grande bloco carnavalesco, a exemplo dos já existente na cidade, a arrastar multidões como fez antigamente sob a batuta do mestre João. Vamos ficar de olho! pois cultura é manifestação popular que vem, obviamente do povo e não deve morrer em um carnaval, principalmente, aquela esquecida, resgatada das cinzas por quem tem identificação com ela, como é o vereador Rivelino Martins.    












terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

RECORTES DE JORNAIS

             Essas duas matérias publicada entre as décadas de 70 e 80, no jornal A União, trataram-se de um assunto que foi importante para Cajazeiras, e hoje, fazem parte da história da educação da cidade. A primeira, aborda o encontro do Cônego Luiz Gualberto de Andrade e de Monsenhor Vieira, com o então, na época, Ministro da Educação Jarbas Passarinho, para tratar do pedido de instalação da FAFIC. A segunda, diz respeito, o anúncio da publicação do Decreto Lei nº 66.472, que autorizou a instalação daquela que foi a primeira unidade de ensino superior, reconhecida pelo o MEC, em Cajazeiras. Leia os dois recortes abaixo e saiba mais sobre esse dois momentos vividos pela sociedade cajazeirense, mas deixe um comentário abaixo.





domingo, 12 de fevereiro de 2017

Dois causos publicados pela Jornalista Mariana Moreira, no Jornal A União, década de 80.

Pesquisa feita por Cleudimar Ferreira

Ambiente de antiga "Bodega" do interior do Nordeste

Alguns causos nossos...
Mariana Moreira

            Sábado. Final de semana é um bom espaço para se contar causos e outros acontecimentos. Dai de lembrar o “oitão” da casa do sítio, onde o patrão se reúne com todos seus moradores, agregados, “compadres” e amigos, para acertarem a empreita da broca, pagar a “arranca de toco”, pesar o algodão apanhado na semana, fazer as contas ou simplesmente tomar um “xicão” de café da comadre, torrado em casa e adoçado com rapadura.

            Nesse universo, inflação se chama carestia. Como seu Ontoin Boge – é Ontoin mesmo, e seu inseparável cigarro de fumo displicentemente esquecido no canto da boca, seu “artifício” de chifre de boi e cheio de algodão queimado, despertando a curiosidade infantil. Ele chagava sempre mesmo, prendendo ao dedo meio quilo de toucinho de porco comprado fiado na bodega do compadre Antônio Marais. Soltando uma monumental cuspida no terreiro levantando poeira falava espantado o preço do café sempre concluindo com uma reclamação tão antiga como as serras que lhe serviam de cenário: “desse jeito onde vamos parar”.

            Juntando-se ao grupo chegava Ontoin Monteiro com suas pequenas orelhas que lembravam tampas de refrigerantes bebidos no pátio da Capela em dia de missa. Sempre reclamando da vida dura que levava, onde a seca, a lagarta ou a chuva forte frustravam as expectativas de uma boa safra. “Vou embora dessa onça, que isso não é terra de home”, afirmava, para desespero de sua mulher, Zefa Boge, uma fada na confecção de bonecas de pano que povoavam nossas casinhas de brinquedo. E ele cumpriu a ameaça, procurando, como tantos dos nossos, melhores dias no solo paulista. Se conseguiu...

            Num canto, ouvindo a conversa e resmungando baixinho, amaciando na mão o fumo de rolo que enrolava com maestria em cigarros de palha estava o cego Zé Pisco. Não sei porque toda história do interior sempre tem um cego? Com a fala gago ele pouco participava da conversa, limitando-se mais a ouvir embora guardasse enormes segredos da gente do lugar que, como todos nós, enganavam-se ao pensar que cego e moco, não se constrangendo em botar para fora intimidades ou segredo cabeludos na sua presença. Ele só se manifestava mesmo quando alguém do oitão da casa, ou algum moleque mais ousado passava pela estrada e pressentindo sua presença, metia o grito no ar... “Olha o urubu no arroz”. Pobre daquele que tivesse mãe, era um deus nos acuda, tamanha eram as pragas, irritação também aparecia em seus olhos de cego quando alguém lembrava do incidente em que ele, certa vez, a beira e uma estrada, usou folhas de urtiga como se papel higiênico. Era como jogar sal em sapo... São causos de uma distância onde a televisão era conversa de todos como alguma coisa irreal. Onde o rádio era um “Transglobo” na mesinha da sala, embaixo do quadro do Coração de Jesus e da mancha de fumaça da lamparina na parede. Hoje, poucos conseguem reeditar esse tempo... 

Caipira picando fumo (detalhes) Almeida Júnior 

As análises do Zé
Mariana Moreira

            Sempre as quartas-feiras, dia de uma pequena feira livre em Cajazeiras, corre-se o risco de se topar com algum conhecido do Cipó nas proximidades do Cine Pax, onde costumam parar os carros que fazem linhas praquelas bandas. E hoje não deu outra. No caminho para o trabalho, de cara dou logo cm o Zé da Crença, que andava meio desaparecido. Descendo do velho caminhão de três boleias de Joaquim de Rita ele caminhava na direção da bodega do seu Raimundo, para onde converge toda a turma que chega dos sítios e vai tomar uma banquinha para esquentar o frio do caminho. Não dispensando uns dedos de prosa com o velho amigo, tento me informar das últimas novidades cipoenses.

            A primeira delas, solta Zé da Crença, é que já temos telefone por lá. –Dia desses a pobre da comande Raimunda de Tico Mão de Onça quase chora de alegria falano com os menino dela que tão pras banda de São Paulo. Outro que não desaprega do aparelho é o Chiquinho Zanoi. Todo dia tá ele lá falano com Rosinha Bochechuda, sua namorada que foi pra Goiás com os irmãos, depois que andaram espalhando lá pela ribeira que ela tinha se perdido num forró em casa de Espedito Tributino. Não muito interessada nas fofocas que andam por corredores e ladeiras, calçadas e bocas de noite do Cipó, tento arrastar o interesse do Zé para a política, na esperança de conseguir sua análise sobre o atual quadro paraibano nestes tempos de sucessão estadual.

            Como sua natural desconfiança ele me olha meio atravessado, faz cara de poucos amigos e nada fala. Conhecendo sua cautela em se meter em coisas que ele considera “nim de galinha choca com pichilinga”. Não desisto e volto a cutucá-lo para saber o que ele acha dessas reviravoltas que estão acontecendo por aí. Vencido pelo cansaço ele solta o verbo, dizendo que a situação política atual na Paraíba, pelos poucos conhecimentos do assunto e pelo muito que andou matutando no cabo da enxada, parece mais cozinha de casa de beradeiro em dia de casamento, quando as cumade do lugar se arreune e falam ao mesmo tempo sem se entender nada. Não satisfeita, tento saber qual a impressão do Zé sobre a filiação de Burity nesse nessa história, é a dona da casa, que falano ao mesmo tempo das outras, sabe onde encontra-se o frasco de alçafroa.

            A comparação não satisfaz minha curiosidade, mas, sabedora do recatamento a que o Zé se recolhe quando abordado sobre política, volto o assunto, então, para o Cipó, no que ele solta a língua e faz verdadeiros discursos. Antes mesmo de fazer qualquer pergunta, lá vem o Zé me contando do causo que se assucedeu com a Maria de Chico Barreto que, molecote ainda, mas de andar faceito e dotes físicos primorosos, caiu na desgraça com o Aristide de Cazuza Marculino, que não quis se casar dizendo, veja só, que a pobre menina já tinha lá seus pecados. O Chico Barreto pra não se aguentar de desgosto, tentou se matar, coma família encontrando com a corda no pescoço e a cabeça já arroxeano pendurado num gaio de jurema preta.

            Agora, desventura mesmo, foi do Mundim Caipora, que começou a arrastar a asa pra uma muié de vida lá da Nova Brasília e por causa desse amor, botou tudo o que possuía no mato pra viver com a danada, e hoje, na misera, foi abandonado e encontra-se entonado da cachaça. Gostaria de me inteirar melhor das novidades do Cipó, mas o relógio me alertava que estava atrasada para o trabalho. Me despeço do Zé da Crença que, como presente final pelo reencontro e pela prosa, diz para não ficar acabrunhada com a questão política, porque isso tá mais bagunçado do que acampamento de cigano.




fonte: Jornal A União, primeira metade da década de 80.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A musicalidade de Jocelio Amaro.

Habitantes de uma aldeia global. Um bom Reggae de Jocelio Amaro que não toca de jeito nenhum nas FMs de Cajazeiras, gravado em Show no Teatro Ica Pires.



Com Erivam Araujo e Fidel - gravado em Show no Teatro Ica Pires.



Na TV arte



Interpretando esse belo clássico da nossa MPB 



Vai vendo!..







terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Litteratura: Aldo Lins

di Eduardo Garcia - escritor, jornalista, membro da UBE.


Aldo Lins é natural de Cajazeiras na Paraíba, filho de José Ferreira Lins e Dulcimar Tavares Lins. Iniciou sua trajetória literária em João Pessoa, onde cursou a Faculdade de Direito. Os seus primeiros escritos foram publicados pelo Sebo Cultural da capital paraibana. Em 2002, já residindo no recife, publica pela Editora Universitária da UFPE, a 1ª edição de Alma de Vidro. Em 2004, no período em que organizava o antológico recital Hospício-Poético, é selecionado entre vários nomes da poesia independente do Recife, para compor a Coletânea Marginal Recife, publicada pela Fundação de Cultura da Cidade. Em 2009, depois de ter ministrado oficinas literárias pela FUNDARPE e também ter feito parte da equipe organizadora do recital Canta Boa Vista, começa a articular a partir de uma ideia inédita a Antologia Poesia Paraibana no Recife, e neste mesmo ano publica pela Editora Paés a 2ª edição do seu, Alma de Vidro... É criador de um dos mais importantes saraus do Recife: “Sarau da Boa Vista” que acontece mensalmente no último sábado de cada mês na Rua do Hospício.

Poesias:

SÚPLICA

Ensinai
A cavalgar os mares do teu corpo
Sereia de cactos e juazeiro
De mãos de seda e de marfim
Cabelos soltos graúnas
Nos cata-ventos bálsamo de alecrim
Iluminai
Oh! Rosa linda, o meu olhar
Porque guardo na algibeira o teu retrato
A casa nua na montanha
A estiagem nos pastos da aldeia
Que nem a tristeza estridente de um faquir
Com os seus ruídos enegrecidos de agonia
Apagará em mim teu brilho

REGRESSO

Devolvam-me
Meu castelo, minha espada, meu anel
E as fotografias amarelas guardadas
Na minha cômoda de cristal
Devolvam-me
O credo para atravessar fronteiras
E o espelho d'água entre as dunas
Onde eu fazia a lua para brincar
Devolvam-me
A minha tabuada mágica
E as histórias de um vento azul
Que traziam anjos às madrugadas
Devolvam-me
Meu uni-verso, suspiro poéticos e saudades
De andar a pé, olhar o céu, cantar um fado
No Pátio das Flores, no Arco das Portas do Mar.

EU, A ROSA E A LUA
A Luana Karla

Sorrindo canto a rosa e a lua
A rosa que foi minha um dia
E que feliz capturou o João de barro.
A caprichosa rosa, alvorecer
No prelúdio dos raios encantatórios
Acalanta a tão bela e crescente lua.
A lua sem variações de sorrisos
Nas transitórias formas do segredo
Na madrugada fala sonâmbulas palavras.
Eu, refém do abstrato, ao entardecer
No esplendor dos mares vividos
Faço versos silenciosos do meu grito.
A lua na mágica janela, vestida
Com os olhos cristalinos, sem máscara
Bate-me à porta sem receios.
Sou luar do sertão seco, mas beijo
A lua que é filha dos meus sonhos
E a rosa hoje quase sem perfume.




fonte: 
liberarti.com
Social Reader Writer Artist

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A terra da cultura; a sucessão no município e a questão de liderança

Pepé Pires Ferreira

Chagas Amaro - Secretário Executivo Municipal de Cultura

Há pouco tempo, vi um texto de nosso, como me disse Ana Goldfarb, historiador, Agnaldo Rolim, em que ele tece várias críticas à condução da cultura de cajazeiras. Como vivenciamos uma sucessão no município, e tendo em vista a indicação do nome de Chagas Amaro para o que deveria ser, mas não tem sido importante posto de Secretário Executivo da Cultura, e pelo que conheço de Chagas, que tem méritos indiscutíveis, mas também deméritos, como por exemplo, ler esse lixo que escrevo e o fato de que apesar de se propalar aos quatro ventos que aqui é a Terra da Cultura, e do pouco que se tem agido no sentido de merecer esse epíteto.  Que se fosse verdadeiro deveríamos nos orgulhar.

Mas o problema, como acho que Chagas, como historiador gostaria que começássemos tem raízes histórias, e elas começam bem antes de a gente fosse nascido. O Padre Rolim, aquele cidadão que no início do século XIX, teve a ideia de apesar de celebrado professor na Capital Pernambucana, voltar a seu sertão de origem para ensinar aos filhos dos seus vizinhos a matutos, e retirar esses da escuridão da ignorância, é um feito que merecia e merece contar em nossos anais inclusive na História do Brasil. Foi um dos pioneiros na interiorização da educação e mereceu; como merece, as medalhas das ordens da Rosa e de Cristo, com muito mais honras que a grande maioria desses corruptos que ao lado da grana, também ostentam outras distinções inclusive assento na ABL, A obra geral de Sarney, seria um escritor de algum talento, que mesmo sendo Presidente da República, enterrou seu estado para os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil, Renan, e outros salteadores do erário ostentam ordens distintivas, mas pouquíssimos tem a obra do Padre Mestre, está de uma distinção difícil de igualar.

Agora, em vida o Padre Rolim, entregou ao futuro Desembargador Boto, suas medalhas, com medo que seus parentes desqualificados culturalmente as vendessem, o que já aponta para a situação atual.

Corte. Começos da década de cinquenta. Uma geração diferenciada teve algumas ideias que até hoje vivemos suas consequências: O TAC - Teatro de Amadoras de Cajazeiras, cujo primeiro presidente era ninguém menos que Dr. Christiano Cartaxo, e seu Diretor era Dr. Hidelbrando Assis, e quem os sucederam na década de 60, foi ninguém menos que D. Iracles Pires, que até hoje, mas existem projetos para que esse nome mude, espero, até como filho que sejam mal sucedidos, essa história por si só já se explica. Pessoas do maior nível da cidade, com liderança e moral para angariar os fundos e as condições para que a cultura como um todo funcionasse por aqui.

Se o Governo negasse, e naquele tempo, o governo estava muito longe, eles, se viravam e davam sequência aos seus projetos, até conseguir o que se queria. O maior exemplo seria hoje o Tênis Clube, que não tem quadra de tênis, mas recebeu algumas verbas para que tivesse esse no nosso caso, sem cumprir, e se divulgasse o tênis no Brasil: Dr. Hidelbrando foi lá e conseguiu. Fizemos o maior e melhor clube social da região. Foi durante muito tempo o palco para as apresentações do TAC que dirigido por minha que também se precisasse alguma coisa, dava um jeito e conseguia. Tempos depois, minha mãe já falecida, o Então governador da Paraíba que conhecia e acompanhava o seu trabalho, em várias frentes, que cito como exemplo o Hospital Infantil de Cajazeiras, em que Júlio Bandeira, Ica, Wilson Braga e Edme Tavares conseguiram instalar aqui, foi outro feito extraordinário. Até Salão de artes do Sertão, se conseguiu montar por aqui.

Infelizmente, essa’s gerações de pessoas ligadas à cultura e com liderança e respaldo foram sucedidas por outras, que chamaríamos, dando algum valor, de medíocres inferiores seria um termo mais exato. Por exemplo, que poderíamos citar vários. No final do governo Zerinho, o secretário de Cultura foi Lúcio Vilar, hoje professor universitário em João Pessoa, que entre outras coisas trouxe Luiz Caldas, então nome de prestígio do carnaval baiano, para se apresentar aqui, com o sucesso que poderia se antever, um feito.

Assumiu Epitácio, e Lúcio não foi nomeado com a desculpa de que ele usava brinco na orelha. Uma piada de mau gosto, e quem foi nomeada foi minha amiga que tenho o maior carinho, e principalmente por ser amiga de minha mãe. Agora, ser amiga de minha mãe, e até como eu sou filho, quer dizer que essa pessoa quer por relacionamento e até por genética, induz que se absorva a liderança de uma Ica.

Então o que podemos fazer. O caso do atual Secretário de Cultura, Aguinaldo Cardoso, vai numa direção semelhante, ótimo ator, grande amigo, pessoa humana maravilhosa, mas, como eu carecedor do carisma de que tem liderança, então vai fazendo o mesmo que os outros; conseguiu a reforma do prédio da Banda de Música, as semanas de cultura, mas o museu, que seria a masterpiece do governo Denise, não foi à frente, fizemos algumas reuniões na última compareceram três gatos pingados, a ficou para o futuro.

O que podemos fazer para reverter esse quadro? O mesmo que os japoneses fazem: um engenheiro brasileiro é mais competente isoladamente que um japonês, mas eles juntam vinte engenheiros, fazem diretrizes e botam todos esses junto à para o objetivo a ser alcançado. Não precisa comentar o sucesso do Japão. Aqui juntarmos nossas mediocridades, e sob a liderança do homem da vez, Chagas Amaro, que tem méritos, esqueçamos as nossas diferenças, e vamos ver o que é possível tocar com relação a Cultura.

Ou então suportar a cultura em massa dos forrós eletrônicos, do neo brega, as bobagens televisivas, etc. HOJE CAJAZEIRAS EFETIVAMENTE NÃO É A TERRA DA CULTURA.

Precisamos virar o jogo, temos outra oportunidade. Vamos ver se temos capacidade de aproveita-la.




fonte: Jornal Gazeta do Alto Piranhas, Ed. 946, Pág. Opinião 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Programa "Papo Cultural" deste Sábado (28), será ao vivo no Restaurante Mansão

Papo Cultural com Raquel Rolim

O Programa “Papo Cultural” do próximo sábado, dia 28 de Janeiro, apresentado por Raquel Rolim, será realizado no Restaurante Mansão, a partir das 19 horas. Essa versão está turbinada de atrações com muita música, dança, entrevistas, literatura e muito papo cultural com: Coletivo Nossa Casa, Lucineide do Acordeon e Banda, Banda CR2, Clebton Duarte, Forró a 1000, Tamires Roberto - Voz e Violão, Sanfona Nordestina, Eduarda Brasil, Willame Loureço, Cia. FreeStyle, Cia de Dança Arabesco e uma entrevista com Carlos Gildemar. Como se ver, quem for ao Restaurante Mansão, terá a satisfação de está in loco, junto dessas estrelas, prestigiando nossos talentos e contribuído para promoção de nossa cultura. 

Veja abaixo as imagens das estrelas programadas para noite de Sábado, dia 28.