segunda-feira, 30 de junho de 2008

...Punk's, New Wave's, Velô's, Etc.



"Deixa eu dançar pro meu corpo ficar odara
Minha cara minha cuca ficar odara
Deixa eu cantar que é pro mundo ficar odara
Pra ficar tudo jóia rara
Qualquer coisa que se sonhara
Canto e danço que dara."
Escreveu, Caetano Veloso.


Disseram também a mim,
que em um baú não só tem poeira não.
Mas afirmaram porém:

"Tem passado, tem presente,
tem saudades..."
"Tem lembranças...
Tem amarelo na cara
e fotografias desbotadas...
E bem datadas."

...E foi botando a mão sem querer
"no meu matulão", que encontrei e puxei o panfleto acima. Amarelado e manchado; cheirando a mofo e velhinho; não seu afirmar o que não vi nem o que estava escrito, nem tão pouco o que aconteceu naquele dia 16 de junho de 1984. ...Quer saber? Se é assim... Click na imagem acima e viaje no universo contemporâneo da literatura cajazeirense dos anos 80.



sábado, 28 de junho de 2008

A PONTE DOS DESERDADOS


A pontes das noites nuas
Fez ponto
Num ponto onde o sol poente
Vermelhava as águas do grande lago.

E as picaretas surgiram...
...Quando a tarde viu chorar
Os deserdados do lírio

Num lamento sombrio
O por do sol já sem vida
Fechou os olhos
E partiu.

.............................................................Cleudimar Ferreira



Foto do Governador Ivan Bechara Sobreira e Esposa "in visit" a velha ponte do sangradouro do açude grande de Cajazeiras. Nesse mesmo dia, o governador assinou um convênio com a prefeitura para construção do canal de escoamento das águas do velho açude.


...Após a construção do canal, veio a destruição da mesma - como se vê na fotografia acima. Uma ação costurada dentro da Câmara Municipal da cidade, pelo Vereador João de Manuelzinho e executado pelo então Prefeito Epitácio Leite Rolim, sob pretexto de que a "mesma" trazia perigo ao açude, já que não facilitava a descida da vegetação aquática que era trazida pelas águas em direção a ponte e encalhava nas colunas de sustentação, impedindo a sangria das águas em épocas de grandes cheias. No centro da foto, de calção vermelho e camisa azul está o vereador João de Manoelzinho.


E assim... quase um década depois, a ponte foi reconstruída.






VI SERTANEJO


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Cartaz do VI Sertanejo - Encontro de Artes Cênicas. O evento acontecia todo ano e aglutinava o que existia de melhor nas artes cênicas do alto sertão paraibano. A primeira versão do Setanejo foi realizado em 1979 e a última - uma justa homenagem à Íracles Pires, em 1984.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

ABERTURA DO TEATRO ICA

Arte do cartaz foi de Pedro Osmar

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Cartaz de inauguração (26/jan/85) do Teatro Iracles Pires (Teatro Ica), A casa de Espetáculo foi um antiga reinvidicação da classe teatral cajazeirense. A luta pela sua construção teve início no final dos anos 60, encampada pelo tac-teatro de amadores de cajazeiras e continou nos anos 70 e 80, com as campanhas dos Grupos: Grutac, Boiada e Terra. O teatro foi construído no Governo Wilsom Braga.



Solar Grande Hotel

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Cajazeiras anos 30. Bons tempos... Quem viveu nessa época teve o privilégio ver a beleza que era o Solar de Joaquim Costa onde funcionou por várias décadas o Grande Hotel de Cajazeiras. Edificado em 1917, as características de construção do velho sobrado, revelam uma fachada com linhas da arquitetura neoclássica italiana e elementos ornamentais, que lembra a suntuosa art nouveau francesa. O hotel que já não existe mais, sofreu duas modificações. A primeira ocorreu em 1960 por intermédio do seu proprietário, o agroindustrial Tota Assis.  A segundo, nos dias atuas, para se transformar hoje em espaços comerciais. É a modernidade atropelando a história.

OPINIÃO

Francelino Soares - para o Gazeta do Alto Piranhas 

Não sabemos como é realmente o relacionamento entre o IPHAEP e o Poder Público Municipal. Mas, bem que a sociedade poderia cobrar a quem de direito a manutenção e conservação dos poucos prédios históricos que ainda insistem em “viver”, embelezando a nossa paisagem urbana. 

Bem sabemos que há “interesses periféricos”, talvez inconciliáveis: proprietários, herdeiros, comerciários e por aí vai… Não custaria, no entanto, que alguém, talvez num esforço hercúleo, pudesse fazer algo pela nossa memória telúrica e afetiva. 

O chamado solar da família de Joaquim Costa permanece em nosso imaginário saudosista, bem ali, próximo de onde funcionaram, um dia, o Hotel Cajazeiras, o Banco do Brasil (hoje estúdio da querida DRC), a agência da Ford (depois, da Volkswagen), esta última capitaneada pelos irmãos Tota e Zé Assis. Depois, Tota Assis passou a residir na Rua Victor Jurema, já próximo do Hospital Regional de Cajazeiras, tendo como vizinhos Vicente Barreto e Otacílio Jurema, figuras que também fazem parte de nossa memória. 

Foram prédios residenciais, porém igualmente históricos que deveriam fazer parte de nossa história. Deixamos registradas, nesta Coluna, as nossas homenagens ao casal Tota Assis e Dona Rosália, que também compuseram o nosso dia a dia, bem como à sua laboriosa prole: Crizantina, Costinha, Severino (Dr. Cartaxo), Alexandre, Maria Clara (Clarinha) e Fátima.



Ab Imis Fundamentis

Desde os mais íntimos fundamentos. Casa Grande da Fazenda onde morou (século XVIII) Ana Francisca de Albuquerque e Vital de Sousa Rolim, pais de Inácio de Souza Rolim (Padre Rolim), fundador de Cajazeiras. Nas ilustrações abaixo, tanto na primeira, um desenho feito a bico-de-pena e na outra, uma fotografia, possivelmente da verdadeira casa onde nasceu Padre Rolim, vê-se o galho de uma cajazeira que existia no local. A árvore deu origem ao nome da cidade. Na terceira, outra foto produzida em época diferente, mostra residência de Ana Francisca em outro ângulo, com um anexo externo. A casa foi demolida para ser construído no local o Cajazeiras Tênis Clube - Um clube destinado ao lazer da elite cajazeirense.

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 Ilustrações concebidas a partir da fotografia revelada por Mário Coelho






Nosso sol é mais bonito

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Era janeiro de 1982. Pôr do sol de um final de tarde no morro do "Cristo Rei". Colado ao redentor, a primeira antena de Tv instalada na cidade. A imagem fotografada, foi captada por uma Câmera Love, lançada no mercado no início dos anos 80, pela fabricante "Sonora".
A Love se tornou bastante popular em todo Brasil. Era uma maquinazinha descartável, totalmente automática, não era preciso colocar o filme, pois já vinha embutido na mesma e só tinha 20 poses.
Ao fotografar, você enviava a câmera para Manaus, onde ficava a Sonora – uma empresa do ramo fotográfico. Chegando lá, a pequenina máquina era aberta e o filme revelado. O cliente recebia via postal as fotografias e mais outra câmera nova, prontinha para o uso.




foto: Cleudimar Ferreira