sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cajá
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As recentes fotos ilustrativas de Edval Nunes Cajá no blog ac2Brasilia nos remetem a um período remoto, em que quase tudo era vigiado ou proibido. Um espaço no tempo onde o medo e terror dormiam e acordavam juntos com os pensamentos ideológicos de jovens militantes, artistas e intelectuais de esquerda que sonhavam e lutavam - mesmos as escondidas, por liberdade e mais democracia. Muitos desses jovens se entregaram de corpo e alma na defesa de uma sociedade mais justa (embora oprimida) e caíram sem preconceito na militância comunista. Chegaram a sentir o gosto amargo e a dura realidade da tortura e da falta expressão num Brasil dominado pelo ódio e por um governo opressor, ditatorial e antidemocrático. Um deles foi Edval Nunes Cajá.

Filho de camponeses de Bonito de Santa Fé, Cajá (como era chamado), hoje sociólogo pela UFPE, membro do Centro Cultural Manoel Lisboa e do Partido Comunista Revolucionário (PCR), ainda cultua os princípios ideológicos e políticos do marxismo. Foi ex-preso político, tendo sido seqüestrado, torturado e encarcerado do dia 12 de maio de 1978 a 01 de julhos de 1979 (no final do governo Geisel e início da era João Figueiredo), quando ainda era estudante universitário e membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife.

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