segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Espetáculo de música direto da argentina para Cajazeiras. 
Única apresentação, dia 01/Dez. no Teatro Ica.



sábado, 26 de novembro de 2011

Cajazeiras está no "Itinerário Musical do Nordeste"


     A poesia sonora dos cultos afro-brasileiros, além de bandas de pífanos, ciranda, coco de embolada, aboio e reisado nordestinos estão reunidas numa coletânea de dez discos que foi lançada este mês com o nome de Itinerário Musical do Nordeste. Completam o box registros de tambores de crioula, maneiro-pau, incelência, guerreiro, histórias e cantigas coletadas em sete Estado
      O projeto Itinerário Musical do Nordeste é um desdobramento de uma pesquisa realizada nos anos 1976 e 1977, pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj/PE) em parceria com o Instituto de Etnomusicologia e Folclore de Caracas, Venezuela. Na época, os pesquisadores visitaram sete estados da região, de Alagoas ao Maranhão, fazendo registros sonoros, além de fotografias. O objetivo era preservar a memória cultural desse Nordeste de raiz forte, mas também de outros países da América Latina. 
    Na passagem pela Paraíba, foram visitadas cidades como Campina Grande, Sapé, Cajazeiras e Patos, além da capital onde foram gravadas as disputas de repente entre Otacílio Batista e Oliveira de Panelas. Para este, o projeto “é muito bom em se tratando da divulgação da arte e dos valores, tem que fazer mais coisas desse tipo”.
Os sons da região ficaram guardados do acervo da fundação pernambucana até o ano de 2008, com acesso apenas para pesquisadores que soubessem da existência dos registros preservados em 208 horas de gravação em fitas de rolo.
    Segundo a diretora de documentação e acervo da Fundaj, Rita de Cássia Araújo, responsável pelo projeto, a idéia era fazer uma prestação de contas com a sociedade, além de universalizar e tornar público esse material. "Temos que devolver isso aos grupos que visitamos para que eles possam se re-apropriar e recriar a partir desse simbolismo”, disse.
     O projeto final tem alguns erros geográficos, com citação a Cajazeiras em Pernambuco, ou à cidade maranhense de Brejo de Areia como sendo localizada na Paraíba. Ainda assim, não diminui o valor do esforço da Fundaj em cumprir o seu papel como uma fundação cultural de serviço público, que precisa produzir e difundir conhecimentos, assim como preservar a memória cultural do povo, além de apenas realizar eventos.
      Artistas paraibanos também apareceram na gravação do disco oito, de Maneiro-Pau / Coco de Embolada, com Geraldo Mousinho (coco) e Cachimbinho (pandeiro), registrados em Campina Grande.
    A outra participação paraibana é no álbum de reisados, o sétimo, com uma lista de seis cajazeirenses: José Miguel dos Santos, Joaci de Souza Costa, Olímpio da Silva e José Barros - todos, cantores, além de Manuel dos Santos no violão e Antônio Oliveira que canta e toca pandeiro. O lançamento oficial do projeto foi no dia 12, em Juazeiro do Norte, durante o encerramento do evento Nordeste Múltiplos nos Cariris.
fonte: Jornal da Paraíba.
Reportagem: Jocélio Oliveira.


Entrevista de Bá Freyre a um programa de TV em Fortaleza/CE, no ano de 2009.
O cantor e compositor cajazeirense reside hoje em Tel Aviv's - Israel. Na época em que o mesmo
deu a entrevista, (2009) o artista falava de seu trabalho e da perspectiva de lançamento do
seu novo CD que estava sendo gravado no estúdio Ararena de Fortaleza.





sábado, 19 de novembro de 2011

Esquina do Edificio OK na década de sua fundação - 1938.
 Mais uma vez, S.O.S. Edifício OK.
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Construído pelo empresário José Lira Campos, em 1936,  o “Edifício OK” foi um dos primeiros “Center Comercial” instalados no sertão paraibano. Estrategicamente, está situado na esquina da rua Joaquim Costa (antiga rua da Feira Velha) com a Avenida Presidente João Pessoa. Era dotado de uma superestrutura constituída de cinema (Cine Teatro Éden), um clube social (O Excelso Club) confeitaria, moderna e atraente sorveteria, uma bem montada barbearia, salão de bilhar e até fábrica de gelo. Um marco na história do empreendedorismo cajazeirense. O prédio na época em que foi edificado chamava atenção da população, dado o seu estilo arrojado, baseado no neo - cubismo (tendência artística das primeiras décadas do século vinte, criada pelos pintores Georges Braque e Pablo Picasso). Era um ponto de convergência da sociedade, que de sua parte superior, contemplava as grandes festas carnavalescas e os gigantescos comícios das campanhas eleitorais na Praça João Pessoa. A sua construção foi sem dúvida um grande acontecimento para a vida social da cidade e por algum tempo, o orgulho da população. Mas mesmo com suas linhas e traços que marca a arquitetura moderna de hoje, não foi o bastante para convencer o empresariado local de sua viabilidade comercial e abandonado, esquecido, agoniza em direção as ruínas. É uma pena, infelizmente.



A primeira imagem, mostra o prédio na década de 80, já em 
decadência, funcionando praticamento só o cinema. 
A segunda imagem, (atual) revela o mesmo totalmente modificado e abandonado, 
servindo de depósito e oficina mecânica.
A terceira, destaca o carnaval de 1052.  Carreata passando em frente ao edifício OK



sexta-feira, 18 de novembro de 2011


Templo da 1ª Igreja Batista de Cajazeiras

CURIOSIDADES SOBRE A 1ª IGREJA BATISTA DE CAJAZEIRAS
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A Primeira Igreja Batista de Cajazeiras foi fundada em 06 de janeiro de 1948 pelo Pastor Gustavo Barbosa de Queiroz e sua esposa conhecida como Maria, a "cantora". Antes de ser implanta oficialmente, a Igreja Batista já era atuante em Cajazeiras pelo menos acerca de 10 anos na forma de congregação, com aproximadamente 42 membros. A sua implantação na cidade não foi fácil, tendo em vista a forte tradição reinante do catolicismo romano. As perseguições eram tantas que segundo informações dos seus membros mais antigos, os comerciantes eram proibidos de vender gêneros alimentícios aos protestantes - como eram chamados; e o sepultamento deles passou a ser também proibido no cemitério municipal.

O púlbito é uma peça de museu. É da 
época da fundação da igreja.

sábado, 12 de novembro de 2011

Espetáculo "As Malditas" representa o Sertão de Cajazeiras na XVI Mostra Estadual de Teatro e Dança


               
            O espetáculo "As Malditas", uma comédia de costumes e tem um contexto cheio de surpresas, no tocante ao jogo dramático, conta a história de duas irmãs, Rosa e Margarida, as personagens que criam uma interação inteligente entre o espetáculo e o público, que durante sua ação vivem o limiar da lucidez e a obsessão do sonho, conquistando risos e aplausos de um povo que ri de sua própria miséria. Com texto de Saulo Queiroz e direção de Francisco Hernandez a montagem cajazeirense promovida pela Acate, através do Ponto de Cultura Arte para Todos, estreou no dia 3 de julho do ano em curso, no teatro Ica em Cajazeiras com sucesso de público. O espetáculo representará o sertão paraibano na XVI Mostra Estadual de Teatro e Dança que acontecerá no período de 12 a 19 de novembro do ano em curso, no Centenário do Teatro Santa Roza, na capital paraibana, a apresentação do espetáculo “As Malditas” será neste domingo, 13, às 21h00.

 Do Blog de Cristiano Moura. http://coisasdecajazeiras.blogspot.com



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Bosco Maciel "O Cantador"


Para ouvir suas canções acesse o site: MYSPACE  
 as mais acessadas são: Jabuticabas, Alquimia e Chulé de Adão.
             
            Poeta, folclorista e cantador. João Bosco da Silva (Bosco Maciel) nasceu em março de 1950, na cidade de Cajazeiras. É filho de José Cardoso da Silva e Santa Maciel. Desde criança manifestou interesse pelas artes, principalmente a pintura e a música. Conhecido como Bosco Maciel, em 1970 mudou-se para São Paulo e quatro anos depois veio residir em Guarulhos. Naquela cidade paulista, criou o instituto "Casa dos Cordéis", espaço cultural cujo objetivo é valorizar todo tipo de manifestação artística e popular. No instituto são feitas apresentações de música e teatro; saraus literários e musicais; exposições de arte, danças regionais e eventos como Folia de Reis, Cavalo Marinho e Desafio de Cantadores Repentistas. Mesmo vivendo em Guarulhos, nunca esqueceu suas origens, centrando suas pesquisas nas figuras pitorescas do sertão, como os emboladores de feira, os cegos cantadores, as benzedeiras, os vaqueiros e outros personagens que compõem o folclore nordestino. Em 2005 participou do “Projeto Funcultura”, da Secretaria de Cultura de Guarulhos, sendo classificado em primeiro lugar com o livro “Romanceiro” lançado no mesmo ano. No ano 2007, entrou para a Academia Guarulhense de Letras. Em 2010 recebeu o título de Cidadão Guarulhense da Câmara Municipal de Guarulhos, como reconhecimento por serviços prestados à cidade na área de cultura popular. Bosco Maciel coordena também grupos de estudos que coletam peças e documentos que contam a história dos costumes brasileiros. 





domingo, 6 de novembro de 2011


A lenda do pôr-do-sol
Irismar di Lira

Um dia, nosso pai
Mandou ver o sol
E pôs no ocaso do que mais tarde
Seria o Açude Grande.

Tardei a entender a grandeza
De tamanho acontecimento
E a engenhosidade
De nosso pai
Em antever.

Outra vez, ordenou nosso pai
Que fizessem uma barragem
Para conter as águas,
Refreando os córregos,
Que corriam para o mar.

Antevendo o crepúsculo
O arrebol,
Deu-nos, nosso pai,
Em comum acordo com a natureza
A beleza desse pôr-do-sol



sábado, 5 de novembro de 2011

o novo e o velho

               A formação urbanística de Cajazeiras, vez por outra surpreende com imagens como essa. Aqui o novo (o Centro Administrativo e caixa d'água) com suas linhas simétricas e bem definidas se misturam harmoniosamente com o velho (da antiga Estação de Trens). Apesar de ser uma cidade cuja formação se desenvolveu dentro dos padrões da arquitetura interiorana nordestina - tão distante e diferente dos seguimentos arrojados da modernidade, presente nas edificações das grandes metrópolis; a nossa cidade deu exemplos para as gerações futuras de arquitetos, paisagistas e urbanistas que lida como este sequimento na cidade de como o novo e o velho podem ser adaptados e comungados em harmonia. É a aquele velho ditado popular: unir o útil e o agradável e formar imagens assim.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Péto - Saudades de um Gênio do Fetebol Sertanejo.

Primeira Imagem: Péto e Blu nos primódios do Santos Futebol Clube
Segunda Imagem: Anos 70 e 80. Peto ao lado de Garrincha

Palavras são apenas palavras e obviamente na geral elas são ditas para explicar, justificar ou determinar algo. Quando saem de mentes abalizadas, vivenciadas com fatos verazes que se quer definir sobre a genialidade de um atleta, tem o poder de estrepitar as maravilhas que esse mesmo fez em vida. No caso de Perpetúo Correia Lima - "Péto" (como bem dizia o apaixonado pelo futebol cajazeirense Zé de Sousa), elas saem do coração de quem se emocionou um dia com suas emblemáticas jogadas e finalizações. Seria como uma poesia que brota do íntimo de um poeta; um alumbramento de sentimentos, alegrias e saudosismo. 
Que não viu “Péto” jogar, é como se viesse a esse mundo e desconhecesse a alegria de viver. Ou enxergasse a luz e não o seu brilho. Nas palavras de Reudesman Lopes, “Péto” é contemplado assim: “Pouco vai se apagando o brilho desses olhos que foram vivos e faiscavam como as estrelas. Você foi uma espécie de gênio arrastado da terra, suas feições e gestos serão sempre inconfundíveis e já se perpetuaram na memória daqueles que te conheceram, justo, pelo afeto e admiração que tanto dedicavas a todos os teus amigos e familiares. Ontem à noite vi no firmamento pontilhado de estrelas que se apagavam pouco a pouco a luz dos teus olhos”. E finaliza o seu sentimento verbal sobre o ídolo máximo do nosso futebol, com direção certa: “tu nunca morrerás para nós, és um rochedo para teus amigos e amor para teus familiares, eternamente”.  
João Marcelino Mariz afirma que: “Perpétuo foi o maior jogador da biografia futebolística de Cajazeiras. Para alguns, foi o melhor atleta de futebol da Paraíba de todos os tempos. Do sertão, afirmam, é certeza. Comentam que jogava com maestria. Passes perfeitos. Exímio cobrador de faltas. Artilheiro nato. Enfim, cerebral. Foi o guia do Santos de Cajazeiras, e também dos clubes por onde passou”.  
Para Eduardo Pereira Filho, que da geral do Estádio Higino Pires Ferreira, me parece, foi testemunha ocular das jogadas geniais do atleta; Perpetúo era preciso nos passos, um articulador e um demolidor de área adversária. Até parecia que Perpétuo tinha uma trena imaginária em seu cérebro que media a distância exata do percurso da bola até aos pés de seus companheiros. Era só Biu arremessar pra grande área e já vinha de frete Fuba, ou Blu, e dá uma cacetada de cabeça na bola para morrer dentro das redes. Essa é uma jogada clássica, é verdade, mas é preciso saber a hora do bote, é preciso ter a exatidão da bola esticada, e isso não era e não é pra qualquer um”. Finaliza: “A vibração demorada da torcida deixava claro para mim de que não se tratava apenas de uma pintura de Péto, e sim o seu complemento final”
Para os desportistas cajazeirenses Perpetúo Correia Lima, em vida, foi nosso maior embaixador no que se refere à arte de jogar futebol, de criar jogadas geniais. Era um apaixonado por Cajazeiras. Certa vez o empresário Deuzimar Cavalcante, do ramo automobilístico em viagem a negócios a São Paulo foi até o Parque Antarctica - sede do Palmeiras, possibilitar a ida de “Péto” para aquela agremiação esportiva. No encontro com os dirigentes do “verdão”, ficou acertada a sua transferência para a equipe paulista. Porém nosso intrépido craque não aceitou sua ida a cidade da garoa, alegando que amava sua terra e não concordava em sair, tanto era o amor a sua gente e por sua terra. Mesmo apegado a Cajazeiras, “Péto” ainda jogou River/PI, Quixadá/CE e em outros times do Juazeiro do Norte. Faleceu no ano de 1978, aos 39 anos de idade, deixando saudades a todos de sua rápida passagem pelo futebol cajazeirense.

 Santos Futebol Clube de Cajazeiras.
Em baixo, Péto é 4º da direita para esquerda da foto



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REUDESMAM LOPES é Comentarista Esportaivo da Rádio Alto Piranhas, Colunista Esportivo do Jornal Gazeta do Alto Piranhas e Professor de Educação Física da UFCG-Cajazeiras.
EDUARDO PEREIRA FILHO é Radialista cajazeirense radicado em Brasília e autor do Blog AC2Brasilia.
JOÃO MARCELINO MARIZ é Advogado membro da API/Sousa e colaborador do Site: sertaoinformado.com.br