sexta-feira, 23 de março de 2012

Enfim, a nossa Orquestra de Câmara.


 Apresentação da Orquestra no Teatro Ica

O cajazeirense que gosta da boa música deve está com o coração palpitando e renovado (O meu já está), sorrindo a toa, como o que podemos chamar (sem receio nenhum) de “a mais grande invenção dos últimos tempos” em nossa terrinha; o surgimento da Orquestra de Câmara de Cajazeiras. Nada me parece mais importante do que esse feito, tendo vista que a cidade por tradição viveu harmoniosamente sobre a batuta de grandes mestres incentivadores da música instrumental, como foram os maestros Esmerindo e Milton Cabrinha, Mozat Assis e Rivaldo Santana.
  
O despontar da Orquestra de Câmara “Rouxinol” é sem duvida nenhuma o afloramento de um trabalho feito por estes abnegados músicos, que viveu para música estimulando a juventude, seja via Banda de Música Santa Cecília - na sua formação Masculina e feminina, como também nas Fanfarras organizadas nas escolas da cidade; passando pelo trabalho do NEC - Núcleo de Extensão Cultural, através do Coral João de Deus tão bem dirigido nos seus primeiros anos de formação pelo saudoso maestro Rivaldo Santana e ultimamente, com os bem sucedidos acordes do regente Jucerlando a frente da recém formada orquestra.  

Filho de um modesto artesão de violino - seu pai fabrica violino, o talento do maestro Jocerlando foi sendo moldado neste meio, no aprendizado das aulas de violino e de canto do Coral João de Deus; das experiências abraçadas e vividas com muito esmero como instrutor de Bandas Marciais das Escolas de Cajazeiras - especialmente a Fanfarra do Colégio Diocesano onde atuou como regente; do interesse em crescer como músico sinfônico e ver no futuro sua obra ser reconhecimento e aplaudida pelos seus conterrâneos.
    
O programa da Orquestra presa pela qualidade sonora e trilha pela história da música clássica, onde peças de Bach, Beethoven, Mozart, Ravel e do compositor austríaco Josef Strauss, são bem arranjadas e executadas pelos onze músicos - sua maioria jovem talentosos.

O desempenho da nossa Orquestra não deve e não difere das demais que já conhecemos, porém tem um gosto a mais, ela tem o tempero de ser cajazeirense. Terra da cultura, cidade que ensinou a Paraíba a ler, onde o por do sol é um poema e uma sinfonia.

 Ensaio do maestro com os músicos da Orquestra


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