quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tradição, Cultura e Folclore nas Brincadeiras dos Caretas em Cajazeiras.



A tradicional festa que os Caretas promovem, reúne cultura, folclore e brincadeira popular. Há séculos, essa forma espontânea de animar a Semana Santa no Nordeste, permanece acesa em quase todas as cidades do interior. Em Cajazeiras, ela ainda se mantém muito viva mesmo com as mudanças de hábitos e costumes de sua sociedade patrocinada pela própria evolução do tempo, que trouxe consigo a internet, o vídeo game, celulares de última geração e muitas outras coisinhas, fruto da contemporaneidade e do crescimento tecnológico. 

Assim sendo, ainda é comum se ver pessoas fantasiadas em diversos bairros e cantos da cidade, saindo pelas ruas e sítios do município, pedindo o desjejum. As crianças, os adolescentes, adultos, homens e mulheres fazem sua festa. Os travestidos anônimos mais tradicionais andam a pé, em carroças ou a cavalos. Já os mais modernos, andam até mesmo de bicicletas ou de moto. 

Com indumentárias tipicamente artesanais, improvisadas, feitas de materiais diversificados; os homens disfarçados a caráter usam máscaras, chicotes, chocalhos e pinturas para dificultar o reconhecimento num firme propósito de melhorar a execução dos trabalhos de arrecadação, ou seja, de buscar mesmo que cheguem à exaustão do sacrifício, esmolas para enriquecer a confraternização do Judas. Uma brincadeira que nos remete as histórias sagradas citadas na bíblia. 

Nos três dias de "pedição" e aceitação de todo tipo de esmolas, os Caretas recebem de tudo, desde milho verde, galinha, rapadura, frutas, legumes, dinheiro, corte de tecidos, roupas, sapatos e demais presentes típicos do nosso povo nordestino. Porém o mais importante mesmo é que a tradição nunca deixe de existir, pois é uma marca popular de brincar de nossa cultura. Da cultura de Cajazeiras, da região, do Sertão e do Nordeste. 




Preparação de "Os caretas" durante a semana da páscoa. Brincadeira 
é válida mesmo que as indumentárias tenha sofrido modificações, com a introdução
 de máscaras industrializadas.   









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