terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A nova estrela do forró paraibano.

      Laís Amaro é filha do lendário forrozeiro cajazeirense, Chico Amaro. A garota é um talento virtuoso e surpreende a todos, quando pega a sanfona e começa a tocar grandes mitos do forró nordestino como Sivuca, Luiz Gonzaga, Antônio Barros e Ceceu, e tantos outros. Veja abaixo alguns vídeos dessa garotinha genial que já é um orgulho para Cajazeiras e para nossa música.    









segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Teatro Íracles Pires completa 30 anos com nova direção e esperando conclusão de reforma e ampliação.

fonte: destaquepb



O Teatro Íracles Pires (Ica), na cidade de Cajazeiras (PB), completa seus 30 anos de fundação nesse dia 26 de janeiro à espera da conclusão das obras de reforma e ampliação que vem se arrastando há vários meses. O Ica, no momento, passa por reforma e ampliação.

Com o início da segunda gestão do governador Ricardo Coutinho, já assumiu a direção do Ica o músico e articulador cultural Osvaldo Moésia, que pretende implantar uma nova forma de administrar o Teatro, expandindo a sua atuação com ações e atividades itinerantes, levando oficinas, cursos, apresentações teatrais, de dança e de circo, exibição de filmes paraibanos nas comunidades urbanas e rurais de Cajazeiras e na 9ª Região de Cultura de Cajazeiras, em parceria com o novo articulador cultural regional, o teatrólogo Orlando Maia, e com as Secretarias Municipais de Cultura.

Para ele, os 30 anos do Teatro Ica, que leva o nome de um dos maiores ícones das artes cênicas da cidade e foi conquistado graças à luta da classe artística, é motivo de muito orgulho e alegria Cajazeiras.

“Após o final das obras em sua estrutura física, teremos uma das maiores casas de espetáculos cênicos do interior nordestino”, disse Moésia, acrescentando que a SUPLAN estipulou um prazo à empresa responsável para concluir as obras até o final de março.

Vinculado à Fundação Espaço Cultural da Paraíba (FUNESC), o Ica já teve como diretores: Ubiratan Di Assis, Chagas Amaro, Antônio dos Anjos (Dr. Toinho), Jocélio Amaro, Rivelino Martins, Francisco Hernandes, Aguinaldo Rolim, Júnior Terra, Beethoven Ulianov e Orlando Maia.

Oficina:
Osvaldo Moésia já anuncia para o início de março uma Oficina de Teatro para Cajazeiras, via Departamento de Teatro da FUNESC, a acontecer no Miniteatro Geraldo Ludgero, no Centro Cultural Zé do Norte, pertencente à Secretaria de Cultura do Município (SECULT).

Como era o Teatro Íracles Pires antes de ser demolido para a reforma e ampliação

Como estava a reforma do Teatro Íracles Pires em Dezembro de 2014.

Como ficará o Teatro Íracles Pires após as reformas e ampliação de sua área.





Testes para Paixão de Cristo 2015 acontecem a partir de quarta feira no Centro Cultural Zé do Norte.


Atenção aqueles que se escreveram para atuar na Paixão de Cristo 2015.


              Está marcado para os dias 28, 29 e 30 de janeiro os testes para composição do elenco da Paixão de Cristo 2015 de Cajazeiras. As inscrições continuam abertas até esta terça feira (27) na Secretária Executiva de Cultura das 08h00 às 12h00, no NEC - Núcleo de Extensão Cultural da UFCG das 14h00 às 17h00 e pela internet no seguinte endereço: www.secultcz.blogspot.com.br. Os testes acontecerão no mini teatro Geraldo Ludgero no Centro Cultural Zé do Norte. Cronograma de ensaios. Os ensaios acontecerão em três etapas: Primeira etapa acontecerá de 02 a 12 de fevereiro no Centro Cultural Zé do Norte a partir das 19 horas. Nessa etapa acontecerá leitura de texto geral no período de 02 a 06 e leitura com o elenco definido no período de 09 a 12 de fevereiro.  O período de gravação do texto acontecerá 28 de fevereiro a 01 de março no Centro Zé do Norte. A edição do áudio está marcada para o período de 05 a 07 de março. A segunda etapa de ensaios acontece no período de 23 a 30 de março no Estádio Municipal Higino Pires Ferreira e nesse mesmo período também acontecerá a montagem dos cenários. A terceira etapa de ensaios acontece no dia 31 de março quando de um Ensaio Geral com os cenários, figurinos, adereços.


fonte: Secult/cz

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Com "ese" ou com "cê", Cajazeiras merece um lindo alvorecer.

    Cajazeiras tem Concerto!    








por Eduardo Pereira.................................................................


No último dia 23 de dezembro tive a oportunidade de assistir a um concerto de música clássica em Cajazeiras. Mais precisamente em frente à Prefeitura Municipal, exatamente onde antigamente se realizavam as concentrações do sete de setembro e ouvíamos as bandas de músicas dos colégios da cidade e mais a do Tiro de Guerra rufarem seus taróis e soarem seus trompetes.

Os realizadores tiveram a preocupação de colocar muitas cadeiras para o público apreciar o espetáculo confortavelmente, mas mesmo assim ainda ficou gente em pé, o que não retirou o brilhantismo do show. A ficha técnica de cada música era informada por uma apresentadora e o público ouviu atentamente o repertório e aplaudia a cada término de música. Foi anunciado que havia um componente do grupo de apenas 12 anos de idade. Que muitos garotos nessa faixa de idade se matricule nesse projeto para termos futuramente nossa Orquestra Sinfônica de Cajazeiras.

Através do PRIMA – Programa de Inclusão Através da Música e das Artes, promovido pelo Governo do Estado da Paraíba, que é inspirado no Sistema de Orquestras Juvenis da Venezuela, criado em 1970, é concedido instrumentos musicais à prefeitura para a garotada integrada à orquestra se dedique a essa vertente musical, o que diferencia totalmente da massificação do forró e do carnaval, que seguem seus rumos normalmente. Cajazeiras e mais uma dezena de outras cidades paraibanas, aproximadamente, se beneficiou dessa ideia genial do governo estadual. Quem sabe futuramente veremos no calendário nacional de música clássica, a exemplo do Festival de Inverno de Campos do Jordão, um dos festivais mais importantes de música clássica, teremos o Festival de Verão de Cajazeiras. A caminhada começa com o primeiro passo, já disse alguém sabiamente.

Que não se duvide dessa ideia da orquestra de música clássica cajazeirense, pois se puxarmos pelo cordão da memória nos depararemos com a inovação da banda de música exclusivamente feminina Santa Cecília, criada na década de setenta pelo saudoso maestro Esmerindo Cabrinha, a quem conheci proximamente, pois éramos vizinhos e já falei dele em textos antigos aqui publicados.

Com a criação do Museu da Cidade, já estabelecido em lei; com a ampliação do Teatro Ica prestes a ser concluído, assim espero; e agora essa perspectiva da música clássica, teríamos um tripé cultural que daria credibilidade a algum empresário arriscar na construção de uma sala de cinema, já anunciado há algum tempo mas até agora não concretizado.

Será que estamos vislumbrando para Cajazeiras, além do polo educacional já consolidado, um polo cultural de base sólida?

Teatro, museu, cinema, música clássica, universidade, sete emissoras de rádio, um jornal impresso semanal, uma TV online expandindo cada vez mais sua grade de programação, rede hoteleira expressiva para comportar turistas... É ou não é um polo cultural?

Sim, já sei, você, caro leitor, está querendo me lembrar que faltou algo muito importante. Lógico que eu me lembrei. Aí seria fechar com chave de ouro: O aeroporto!





segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Troca-troca e novidades na direção da Cultura em Cajazeiras

 


........................................................    NOTÍCIA   

O Diário Oficial do Estado de sábado passado (17) trouxe a nomeação do articulador cultural Osvaldo Ferreira Moésia como o novo Diretor do Teatro Íracles Pires de Cajazeiras, o “Ica Pires”. Osvaldo que estava à frente da Coordenação Regional de Articulação Cultural, ocupará a vaga deixada por Orlando Maia, que por sua vez, a pouco tempo estava como diretor do teatro de Cajazeiras. Orlando vai assumir o antigo cargo, antes ocupado por Osvaldo Moésia, que é à Coordenadoria Regional de Articulação Cultural.


Por outro lado, pelos bastidores especulativos da imprensa cajazeirense, cometa-se que uma outra possível indicação é esperada - desta vez na administração da cultura municipal. É a do teatrólogo por vocação Ubiratan de Assis para a futura Secretaria de Cultura de Cajazeiras, pasta a ser criada com a grande reforma administrativa prometida pela Prefeita Denise Albuquerque, para este ano. Se realmente no futuro a Secretaria Municipal de Cultura for criada, para onde irá o atual Secretário Executivo de Cultura, Aguinaldo Cardoso. Para a direção do Centro Cultural Zé do Norte ou para a direção da Biblioteca Pública Municipal Castro Pinto? É bom que se diga, Aguinaldo é competente, tem demonstrado isso como executivo de cultura do município e tem feito um excelente trabalho a frente da pasta que atualmente dirige, a SECULT.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Círculo Operário dos Trabalhadores e Grêmio Artístico Cajazeirense

Cleudimar Ferreira

Sede do Grêmio Artístico Cajazeirense, fundado em 05 julho de 1925.

As entidades eram voltadas para o lazer, organização e qualificação dos trabalhadores da cidade. A fundação das duas instituições em Cajazeiras, possibilitou o acesso dos trabalhadores da época, a um melhor aprendizado sobre o trabalho e a sua importância para sociedade. Os ideais trabalhistas debatidos e discutidos nos encontros, que aconteciam nas dependências das duas instituições, visavam organizar os trabalhadores em suas diversas categorias, discriminadas nas funções de alfaiates, carpinteiros, mestres de obras, guarda-livros, entre outras, com o intuito de reivindicar melhorias, como o fechamento do comercio aos domingos. Essas ações que regularmente eram concatenadas em conjunto com a Associação dos Trabalhadores do Comércio. O Círculo Operário dos Trabalhadores Cristãos iniciou suas atividades em 31 de maio de 1925, o Grêmio Artístico Cajazeirense no dia 05 de junho do mesmo ano. 

A edificação do nosso Círculo Operário foi erguida no mesmo local onde se encontra estalada até hoje. Ou seja, na rua Pedro Américo, por trás do prédio de São Vicente, onde por muito tempo foi a residencia das Irmãs Carmelitas. Sua construção e fundação oficial datam de 26 de junho de 1925. Porém há divergências quanto a esta  data, pois há que assegura alguns pessoas, que a sua instalação possa ter ocorrida antes em 31 de maio.

O Grêmio Artístico, era uma entidade que agregava artesãos, artistas e similares, fundada por Mestre Enéas, um alfaiate a frente do seu tempo, dotado dos ideais socialistas. Ainda com relação ao Grêmio Artístico, Silvia Filho (1999), expõe que umas das principais preocupações do sodalício era preservar o bem estar das famílias dos trabalhadores, fornecendo educação ao trabalhador e sua família, bem como, a tomada de medidas assistências de ajuda financeira no caso de doenças.

Frontão da sede do Círculo Operário dos Trabalhadores, hoje. 

Por sua vez, o Círculo Operário, era uma organização de trabalhadores voltada para a orientação do catolicismo, agregava aqueles trabalhados excluídas das demais associações classistas existentes na cidade. A entidade tinha o Bispo Diocesano, D. Moisés Coelho, como um dos principais simpatizantes. As atividades implementadas pelo Círculo Operário, eram repletas de doutrinamento católico, visando sempre manter no seu associado um comportamento social diferenciado, longe dos vícios, afastando-os dos costumes comuns, em suma o objetivo principal era afastar o trabalhador de Cajazeiras da preocupante estatística de analfabetismo que assolava a população sertaneja, além de distanciar o trabalhador dos ideais socialistas já em evidência na época.


Embora as cartas de intenções do Grêmio Artístico e do Círculo Operário fossem diferentes, na prática, as atividades das duas instituições eram as mesmas, com poucas diferenças. O Círculo Operário era uma especie de Sesc hoje, encarregado modo geral de fazer a promoção social do trabalhador. Enquanto que para o Grêmio Artístico, atribuía-se a função que tem o Senac atual, de aperfeiçoador e qualificador da mão de obra comercial, através da promoção de cursos e similares, mas sempre fundamentadas nos preceitos católico-cristão e na ajuda humanitária-assistencialista, integrando seus associados nas discussões políticas e sociais da cidade, que em sua maioria eram geradas a partir das ações humanitárias, presentes nas duas instituições, principalmente no Círculo Operário. 



Referencia: 
Severino Cabral Filho, A trajetória da Panificação em Cajazeiras
Josier Ferreira da Silva, O Círculo Operário de Barbalha como expressão do catolicismo social na educação e na cultura.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Odontólogo de Cajazeiras divide sua profissão com a paixão pelas Artes Plásticas.


A arte é uma expressão livre, que aflora de forma espontânea e particular. Pode ser também entendida como uma ação determinante do sentimento que todo ser humano carrega dentro de se, em ralação ao meio em que está introduzido ou não, e que a sua manifestação, em determinado tempo, independe da sua condição social ou cultural. Razão pelo qual não está oclusivo se este é um artista convicto ou simplesmente é um ser possuidor de virtudes para produção artística. 

É caso do cirurgião buco-maxilo-facial cajazeirense Talvane Sobreira. Além de exercer com competência a atividade com a qual trabalha no dia-a-dia, ele com sensibilidade e presteza, esbanja bom gosto pelas Artes Plásticas. Quem visita o seu novo ambiente de trabalho em Tambauzinho, João pessoa/PB, percebe em loco que nas paredes há telas pintadas por todo ambiente. São pinturas, gravuras, desenhos e até esculturas. Verdadeiras obras de arte elaboradas com uso de materiais diversos como tinta a óleo, carvão, grafite, todas assinadas por ele mesmo. Na entrada de sua clínica, no piso, há também com destaque um brasão elaborado pelo odontólogo/artista, que chama prende a atenção de quem ali visita. 

"Esta pintura é minha homenagem àqueles que nunca, nunca deixaram 
de ser os verdadeiros filhos de sua terra e que lutaram por ela, 
por apenas um motivo: a paixão por ela."

A intimidade de Talvane Sobreira com a arte, principalmente com o desenho é surpreendente, afirma seus colegas de trabalho do Hospital de Traumas e Orto-trauma em Mangabeira, onde também trabalha. “Ele tem um hobby que vem chamando a atenção dos amigos e admiradores do seu trabalho. Ele adora desenhar rostos e traços de faces e animais, e isso vem rendendo elogios e até encomendas das pessoas mais próximas.” 



Talvane Sobreira é natural de Cajazeiras/PB, nascido em 25 de março de 1962. Reside em João Pessoa onde divide sua atividade de Odontólogo, formado pela UFPB e a paixão pela a arte. Sobre a sua relação com a cidade de Cajazeiras, ele escreveu assim para Blog do Dirceu (sete candeeiros): “Minha infância foi marcada por idas e permanências em solo sagrado da família, em Cajazeiras, no qual nunca via, em minha meninice, resultado algum. Pessoas persistentes na labuta do dia para o pobre vislumbre do futuro difícil. E assim, vivi a minha juventude e o meu amadurecimento chegando aos anos de adulto sem ver.... O que queria ver. Entendi então que a luta pela vida depende apenas de uma paixão. Seja ela qual seja, mas tem que ser uma paixão. Pela mulher, pela profissão, pela família, pela filha ou pela terra. Ah, minha terra que tanto amei, e que a distância do tempo me fez ter saudade.”














fonte: blog setecandeeiroscajá e facebook de Talvane Sobreira 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CAFUÇÚ DE CAJAZEIRAS tem acordado sedo nos primeiros dias deste ano de 2015. O mural de autoria do Artista Plástico Marcos Pê, já demonstra todo vigor do irreverente bloco cajazeirense e o que ele promete para o carnaval deste ano. 



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A arte de uma cajazeirense chamada Isa Aderne.


Cleudimar Ferreira  

A gravadora Isa Aderne - oficina na UFPB

Entre as demais cidades da sua região, Cajazeiras sempre foi a que se mostrou mais atuante no campo da produção cultural. Seus artistas na linha do tempo, foram inteiros. Se mostraram perseverantes e comprometidos com o fazer artístico. Virtudes que fez serem destaques nas diversas linguagens que compõe o universo da arte.

Partindo desse princípio, me parece ser descabível qualquer contestação que se faça ou que desaprove esse legado social que a cidade adquiriu e vem mantendo com qualidade durantes décadas e mais décadas. No campo das artes visuais, por exemplo, essa herança é bem vasta. Basta uma investigação mais apurada para se descobrir as atuações de seus artistas, seja com os desempenhos dos nossos conhecidos representantes de hoje, seja com as atuações que fizeram seus artistas plásticos do passado. Dos que são visíveis e estão entre nós ou dos anônimos que não conhecemos e que não sabemos as suas histórias e a relação que esses estiveram com a arte.

Nesse contexto, merece destaque a gravadora, pintora, cenógrafa, restauradora e professora Isa Aderne Vieira Iaderne. Nascida em Cajazeiras, em 1923, Isa Aderme como é chamada, teve o seu momento áureo no campo da gravura nos anos 60, após estudar essa linguagem das artes visuais com Adir Botelho e ter sido orientada pelo também gravador Osvaldo Goeldi; bem como, anos atrás, em 1947, ser instruída na pintura de quadros, na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Canto da Sereia
Depois a artista se envereda pela xilogravura de cunho popular, refletindo em seus trabalhos os diversos aspectos da cultura nordestina, com destaque para os elementos oriundos da literatura de cordel, criando um paralelo entre a tradição popular e a realidade política dos anos 60, com obras carregadas pelo debate político, que oscila entre uma temática libertadora e o arbítrio. “Uma poética da resistência”, afirma Maria Luisa Luz Tavora.

Entre os anos de 1964 e 1968, foi professora de xilogravura na Escolinha de Arte do Brasil e em 1968, do Museu Histórico do Rio de Janeiro. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1973, participou em Havana, do I Concurso Latino Americano de Gravura. Em 1977, atuou como professora no XI Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais.

Isa Aderne - em uma oficina para alunos na UFPB.

De 1978 a 1995, foi instrutora na Oficina de Gravura do Ingá; e, de 1984 a 1988, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. No ano de 1991, recebe o Prêmio Coca-Cola de Melhor Cenografia pela peça “Fala Palhaço”, do Grupo Hombu. Dedica-se especialmente a xilogravura, quando em 1994, passou a ensinar essa técnica na Oficina de Gravura do Sesc Tijuca.

Portanto, os caminhos percorridos por Isa Aderne a partir  o tempo da sua vivência em sua cidade natal Cajazeiras, desde que descobriu a vocação para arte, são os mesmos peregrinados pela artista por muitas cidades do Nordeste, pelos quais o seu pai mandado a serviço pelo antigo IFOCS - Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas: “o mesmo era engenheiro das secas”, também percorreu. Nesse intento, a fome, a miséria e as doenças como o tife, de certo modo, formaram o pano de fundo de sua experiência de mundo no sertão nordestino. Vaqueiros e cantadores de viola; o mítico Padre Cícero, amigo da família; a lembrança das capas dos folhetos de cordel, foram marcantes em sua obra e contribuíram como subsídios que influenciaram nas xilogravuras da artista cajazeirense. 


    gravuras e xilos da artista cajazeirense    
   

1. Escada II;  2. Oração, Ogum guerreiro manda-nos um dinheiro;  3. Meu crochê I   


Este é o meu sangue
Fruto Proibido
In Vino Veritas
Nuvem
Parem os Ventos I
Queremos
Viagem
  
              .......Cronologia da Artista.......              

1. Sofrimentos de Cristo I; 2. Reivindicação de Classe. 

1938 – Mudou-se para o Rio de Janeiro, RJ.
1947 – Iniciou curso de pintura na Escola Nacional de Belas Artes, logo interrompido.
1960 – Retornou à Escola Nacional de Belas Artes, formando-se em pintura. Foi aluna de Ahmés de Paula Machado, com quem aprendeu a técnica litográfica.
1963 – Concluiu cursos de especialização em pintura e em gravura, este último com Adir Botelho.
1964-68 – Lecionou xilogravura na Escolinha de Arte do Brasil, Rio de Janeiro.
1986 – Ministrou curso em xilogravura em Salto, no Uruguai.
1968-69 – Foi professora de xilogravura no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro.
1978-95 – Foi professora da Oficina de Gravura do Ingá, Niterói, RJ.
1984-88 – Foi professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
1991 – Recebeu o Prêmio Coca-Cola de melhor cenografia pela peça Fala Palhaço, encenada pelo Grupo Hombu.
1994 – Tornou-se professora de xilogravura do Serviço Social do Comércio, Rio de Janeiro.

















Realizou, entre outras, as seguintes exposições individuais:

1968 – Museu da República, Rio de Janeiro.
1968 – Mostras em Montevidéu, Salto e Tacuarembó, no Uruguai.
1970 – Rabat, Marrocos.
1973 – Galeria Mara, Londres, Inglaterra.
1974 – Teatro Carlos Gomes, Vitória, ES.
1985 – Escolinha de Arte do Recife, Recife, PE.
1992 – Trinta Anos de Gravura, Palácio da Cultura, Rio de Janeiro.
1995 – Espaço Cultural Serpro, Brasília.
2001 – Isa Aderne: xilogravuras, Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo, São Paulo.
2006 – Núcleo de Arte Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB.

















Participou, entre outras, das seguintes exposições coletivas:

1961-73 – Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1965 e 67 – Salão de Arte Religiosa Brasileira, Londrina, PR (prêmio aquisição na edição de 1965 e prêmio conjunto de obra na de 1967).
1965-69 – Salão Paranaense de Belas-Artes, Curitiba, PR (medalha de prata na edição de 1965 e prêmio aquisição na de 1967).
1966 – I Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador, Museu de Arte Moderna, BA.
1967 – IX Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal de São Paulo.
1968 e 1970 – Bienal Americana de Gravura, Santiago, Chile.
1970 e 1973 – “Seven Printmakers from Brazil”, Washington, Estados Unidos.
1979 – I Bienal Ítalo-Latino-Americana, Roma, Itália.
1983 – 30 Anos de Instituto Cultural Brasil-União Soviética, Associação Brasileira de Imprensa, Rio de Janeiro.
1993 – XIII Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro.
1994 – 90 Horas de Pintura, Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, menção honrosa.
2006 – Investigações: a gravura brasileira, Galeria Itaú Cultural, Brasília, DF.





fonte: poiesis.uff.br/PDF/poiesis11/Poiesis_11_isaaderne.pdf