quinta-feira, 19 de março de 2015

Prima terá polos nos bairros da cidade de Cajazeiras



Estiveram reunidos neste dia 09 de março de 2015 na 9ª Gerência Regional de Educação com a Gerente Regional de Educação, Andréia Braga, maestro e coordenador do Prima, Alex Klein, coordenadora do Polo do Prima, em Cajazeiras, Raquel Thais, diretor do Teatro Ica, Osvaldo Moésia, Articulador Regional, da Secretaria Particular do Governador, Rivelino Martins e a Secretária do Teatro Ica, Marlene Roberto, para tratarem das demandas do Prima  (Polo Cajazeiras), tais como: a participação de alunos no concerto do Prima, que acontecerá em Patos, no dia 30 de maio de 2015, com 300 alunos de todos os Polos do Estado, com a participação de um Solista Americano, para tocarem uma sinfonia de Beethoven e o Coral do Prima, cantando em alemão. 

Outro assunto discutido foi a renovação do convênio do Prima, com a Prefeitura Municipal de Cajazeiras e abertura de Polos Satélites nos Bairros São Francisco e Vila Nova; fortalecer as atividades no Polo Satélite no Caic e a abertura também de um Polo Satélite na Fundação Luís Antônio Bezerra, no Bairro dos Remédios. 

A meta para o Polo do Prima em Cajazeiras é manter os 100 alunos atuais e ampliar esse número para os 250 alunos, chegando assim, a formar uma Orquestra Jovem em Cajazeiras, sendo que os alunos mais avançados serão monitores/replicadores que vão repassar os seus conhecimentos aos novos alunos. A avaliação final da reunião foi positiva e que devem avançar cada vez mais o Prima em Cajazeiras.


fonte: coisa de cajazeiras

segunda-feira, 16 de março de 2015

              
EM DESTAQUE

LUTHIERIA CAJAZEIRENSE: Conheça a arte de confeccionar instrumentos musicais, de forma artesanal, do jovem luthier cajazeirense David Lamarck, nessa entrevista para Tv. Diário do Sertão. O rapaz confecciona seus instrumentos de forma improvisada, quase sem ferramentas apropriadas, debaixo de um pé de cajueiro, que fica no quintal da casa onde mora, localizada no bairro "Casas Populares" em Cajazeiras. O jovem artesão foi descoberto pela produção do programa Maria Calado. Veja o vídeo abaixo. 





sexta-feira, 13 de março de 2015

CAJAZEIRAS: A Tradição do Teatro Amador no Sertão.

por: Julieta Pordeus Gadelha  





A década era a de 30 quando alunos do Colégio Salesiano, em Cajazeiras, decidiram realizar pequenas encenações para lembrar datas comemorativas. Depois, veio a criação do TAC - Teatro de Amadores de Cajazeiras - sob a direção de Hildebrando Assis, e todo um movimento teatral que se consolidaria com uma sequência de espetáculos nos anos seguintes, a exemplo de “Mania de Grandeza”, “Feitiço da Vovó” e “Deus lhe Pague”. 


Por toda sua história e pela importância que representa para o movimento artístico paraibano, o TAC é uma referência histórica para o teatro amador de Cajazeiras e toda a região do sertão da Paraíba. Mas, antes mesmo da sua criação, há de se registrar um movimento artístico nos colégios da região, sobretudo quando se tratava de comemorações alusivas ao Dia das Mães, Dia dos Pais, Independência do Brasil (Parada de 7 de setembro) e a encenação do nascimento de Jesus no Natal. 

Esse movimento, no entanto, não tinha um caráter organizacional. Eram encenações espontâneas sem que houvesse uma agremiação ou entidade que as reunisse em um único ambiente. Isso só veio a acontecer com a criação do Teatro de Amadores de Cajazeiras por Hildebrando Assis. Quando Hildebrando deixou a cidade o TAC ganhou as mãos habilidosas e os cuidados de Íracles Pires, que hoje é o nome do teatro local. Ica, como era carinhosamente conhecida, assumiu a direção do Teatro de Amadores com a experiência de quem estudou arte dramática no Rio de Janeiro.


            Da seriedade do trabalho de Ica o teatro cajazeirense conheceu novas formas de interpretação e o movimento teatral na cidade começou a ficar mais forte. De sua autoria, Ica encenou a peça “Fui Eu, Mas Não Espalha”. Outros espetáculos marcaram época e evidenciaram a influência do seu aprendizado no Rio de Janeiro. Exemplo disso são as montagens dos espetáculos “Édipo Rei”, “O Auto da Compadecida”, “A Afilhada de Nossa Senhora da Conceição”, “Dona Xepa” e “A Dama do Camarote”.


            A partir da década de 60 e durante toda a década de 70 a cidade assistiu a espetáculos montados por um novo grupo: o GRUTAC. Inicialmente, o grupo foi dirigido por Geraldo Ludgero e depois por Ubiratan de Assis. Do GRUTAC saíram montagens como “Explosão Nordestina” e “A Mulher e A Pauta”. Foi no ano de 1976 que o grupo alcançou seu maior reconhecimento, conseguindo arrebatar prêmios no Festival de Inverno de Campina Grande com o espetáculo “Aí”.

            Com o passar dos anos e o nascimento de novas gerações de artistas, Cajazeiras foi se transformando em um dos mais importantes celeiros culturais da Paraíba. Somente nas artes cênicas destacam-se diretores e atores como Eliézer Filho, Roberto Cartaxo, Ubiratan de Assis e os irmãos Nanego, Soia e Buda Lira, além da atriz Marcélia Cartaxo, dirigida por Eliézer Filho no Grupo Terra e descoberta pela diretora de cinema Suzana Amaral, com que trabalhou no filme “A Hora da Estrela”, vindo a ser consagrada a melhor atriz do Festival de Cinema de Berlim em 1986.


            Com este prêmio Marcélia entrou para a história do cinema nacional, sendo a primeira brasileira a receber o “Urso de Prata” de Melhor Atriz, feito repetido apenas mais duas vezes, pelas atrizes Ana Beatriz Nogueira, com o filme “Vera” e Fernanda Montenegro, pela sua interpretação no filme “Central do Brasil”.

            A repercussão do prêmio garantiu a Marcélia Cartaxo convites para novos trabalhos no cinema e na televisão, onde integrou o elenco da novela “Mico Preto”, da Rede Globo, além de episódios de seriados da emissora como “Você Decide”. Hoje, Marcélia tem residência fixa no Rio de Janeiro, onde segue carreira de atriz com projetos para atuação no teatro, cinema e televisão.


            Todo esse percurso trilhado por Marcélia Cartaxo teve início na brincadeira de um menino chamado Eliézer Filho que, no início dos anos 80, gostava de brincar de teatro no quintal de casa. Eliézer - na época era apenas um garoto interessado por teatro – criou um grupo tão infantil quanto seus participantes: era o Grupo Mickey de Teatro. Das brincadeiras de representar com lençóis, barbantes, latas e outros trecos participavam o próprio Eliézer, Marcélia, Nanego e Soia Lira, entre outros meninos e meninas cajazeirenses que encenavam dramas no sertão.


            De Mickey, o grupo passou a se chamar Terra. Foi a partir daí, com o Grupo Terra, que o trabalho de Eliézer ganhou mais força e maturidade. Com o espetáculo “Beiço de Estrada”, já residindo em João Pessoa, Eliézer arrebatou vários prêmios para o teatro paraibano. Como um dos prêmios do Ministério da Cultura, o espetáculo foi incluído Projeto Mambembão de Teatro e viajou para uma série de apresentações em São Paulo. Foi nesta ocasião que a atriz Marcélia Cartaxo foi convidada pela diretora Suzana Amaral para fazer um teste para o filme “A Hora da Estrela”. Era, na verdade, a sua própria hora de brilhar. Era também o reconhecimento e a consagração do diretor Eliézer Filho.

            Hoje Eliézer é um dos mais respeitados e premiados diretores de teatro da Paraíba. Dentre seus espetáculos que receberam prêmios em Festivais Nacionais estão: “Os Anjos de Augusto”, “Sinhá Flor” e “Mamanita” (depois transformado em “A Deus Mamanita”), todos com texto de sua autoria.  





GADELHA, Julieta Pordeus. Antes que Ninguém Conte. Ed. A União-Superintendência de Imprensa; João Pessoa, 1998.
Fonte: http://www.teatropb.com.br

quinta-feira, 12 de março de 2015

UM BOM PROGRAMA!




A programação cultural em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, promovida pelo Governo do Estado, chega neste sábado, dia 14, ao município de Cajazeiras. O público local irá assistir ao show "Canto das Mulheres”, às 19h, inserido no Projeto Music From Paraíba, com a participação da cantora Mira Maya. O show e as atividades alusiva ao dia da mulher, se concentrarão na Praça do Leblon, localizada nas margens do açude grande - centro da cidade. O evento tem acesso gratuito ou público em geral. A ação é uma promoção SEMDH em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult) e Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), com apoio da Prefeitura de Cajazeiras. 


quarta-feira, 11 de março de 2015

Cartaz de lançamento do Doc "Zé do
Norte, 100 anos de sodade"

ZÉ DO NORTE
  • Saiba mais sobre a história do cantor e compositor cajazeirense Zé do Norte, no documentário: "Zé do Norte, 100 anos de Sodade", dirigido por Agnaldo Rolim e Adalberto dos Santos. Produção: Projeto Resgate.







quinta-feira, 5 de março de 2015

MEMORIA (Em fotos)

Uma das passagens do Circo Garcia por Cajazeiras.
A imagem mostra o Circo Garcia, quando de uma de suas passagens por Cajazeiras, no início dos anos 50. Tempos depois também desembarcaram na cidade, outras grandes companhias circenses, como a de Orlando Orfei e o Gran Bartollo Circo.
















Velhos Carnavais em Cajazeiras.
Nos velhos carnavais dos anos 40 e 50. Épocas que reinavam os confetes, as serpentinas e as lança-perfumes. Os foliões abusavam do “mela-mela”, brincaram nos chamados “blocos de sujos” e nos desfiles populares dos blocos da periferia. Entre eles, destaque para o famoso bloco de arrasta “O Jaraguá”, cuja a alegoria principal era uma “caveira de burro” com os foliões pulando atrás.

















fonte: http://coisasdecajazeiras.com.br