sábado, 2 de maio de 2015

Os metais da lendária Orquestra Manaíra

por: Francelino dos Santos




A tradição musical de Cajazeiras já vem desde os anos 40 do século/milênio passado, quando o maestro Esmerindo Cabrinha – que havia aportado em nossa cidade, advindo de Misericórdia (hoje Itaporanga) em 1926, pela paixão que nutria pela música, conduzido pelas mãos de Silva Maru, maestro da Filarmônica São José, da Diocese de Cajazeiras – passou a dedicar-se ao estudo da música. Os seus irmãos enveredaram pelo mesmo caminho que, tempos depois, contagiou também os seus filhos.
Já nos anos 50, junto com os irmãos (Pachico e Milton) e seus filhos (Zé de Lilia e Gilberto) formaram uma pequena orquestra que foi chamada de Jazz Manaíra. Foi o embrião para o nascimento de nossa consagrada Orquestra Manaíra. O comando da nova Orquestra passa então às mãos de Mozart de Sousa Assis.
Já nos anos 60, no bojo de um circo mambembe, chega à nossa Terra o consagrado e futuro maestro Rivaldo Antônio Santana, filho natural de Vitória de Santo Antão-PE, mas filho adotivo de Cajazeiras, como ele mesmo nos dizia. Encantou-se com a cidade, abandonou o circo e encontrou aqui campo propício à execução de sua vocação: a música. Na cidade, Rivaldo Santana foi maestro, regente de coral e professor de música. Partiu para “reger nos céus”, em 2006, em Campina Grande, deixando-nos imensas saudades pelo que fez para desenvolvimento musical da cidade.
Da Orquestra Manaíra, além daqueles de que já falamos acima, lembramo-nos, entre outros, de Expedito Cabeção, Adelson, Macedo, João Cassiano, Moacir, Adalberto, Zé Bernardino, Zé Cassiano e João Marinho. A Orquestra Manaíra imperava nos bailes das cidades circunvizinhas, mas fazia do Tênis Clube de Cajazeiras a sua sede: eram ali os seus ensaios noturnos, e foi ali que realizou os mais empolgantes e saudosos carnavais de outros tempos.
Como nossa homenagem a todos os que fizeram a Orquestra Manaíra, aí está o seu “naipe de metais”: João Marinho, Zé de Lilia, Esmerindo e Mozart. Oh, que saudades nos dão!


fonte: Diário do Sertão

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