segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Imagens aéreas do Açude de Engenheiro Ávidos - Boqueirão.

domingo, 30 de agosto de 2015

Patrimônio natural e histórico da Cajazeiras, padece com o fantasma da destruição. Primeiro, foi as antenas. Agora, o avanço imobiliário que ameaça chegar ao pé o Cristo.




O Cristo pede Socorro - Máquinas pesadas e a especulação imobiliária estão ameaçando o principal cartão postal de Cajazeiras
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A omissão do Poder Público Municipal e, em alguns casos, a própria conivência do setor responsável pela fiscalização, vem permitindo que obras sejam feitas no morro do Cristo Rei em Cajazeiras, mesmo sendo uma área cadastrada na lista dos bens patrimoniais tombados pelo IPHAEP no município e caracterizada como área de preservação, além de ser considerada uma área de risco, ao ponto de outros governos já terem retirado diversa famílias que residiam nas imediações do morro.

Moradores do Cristo denunciaram, esta semana, que a especulação imobiliária está destruindo um dos patrimônios histórico da cidade, já que construções estão avançando no local e, para que sejam possíveis as construções, máquinas pesadas estão alterando a estrutura do próprio morro, ampliando o perigo de deslizamento de pedras e a própria desfiguração de um dos principais cartões postais da cidade.

O vereador Alysson Lira postou na sua rede social, que levará o assunto para a sessão da Câmara, na segunda-feira (31) e que se uma providência não for adotada pela gestão municipal vai levar o fato ao Ministério Público e ao próprio Poder Judiciário.










postagem do blog de Adjamilton Pereira. 
fotos: Ângelo Lima

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

História do rock made in Cajazeiras vai ser contada em documentário.






Os amantes do rock da cidade de Cajazeiras ganharam neste último final de semana um importante documentário que narra a história do seguimento musical na terra do Padre Rolim dos anos 60, até os dias atuais. Trata-se do documentário “Cajarock” do músico Wandeberg Gonçalves Pegado, da banda Pegado e a Peleja e que, recebeu financiamentos do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura - FUMINC.
O evento fez parte da programação cultural da semana da cidade de Cajazeiras e aconteceu no último sábado (22) no Complexo Antônio Simão de Oliveira (Praça do Leblon). Os roqueiros de várias gerações fizeram-se presentes e aplaudiram ao final da exibição.
O lançamento do documentário Cajarock contou ainda com a participação da banda Escaravelhos Rocknídios liderada pelo percussionista e cantor Saul Soares que deu um show à parte e levou o público ao delírio cantando sucessos nacionais e internacionais dos anos 80 e 90.
O evento foi uma realização da Prefeitura de Cajazeiras, através da Secretária Executiva de Cultura.



fonte: secom/cajazeiras

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Escola Monsenhor Milanez

              Escrito por Frassales Cartaxo




A Escola Estadual de Ensino Fundamental Monsenhor Milanez começou como grupo escolar, nos idos de 1930, quando só havia em Cajazeiras dois grandes estabelecimentos de ensino: a Escola Normal e o Ginásio Diocesano, mais conhecidos como o “colégio das freiras e o colégio dos padres”. Era tempo do domínio quase absoluto da diocese na área educacional, ainda sob o comando de dom Moisés Coelho. Por que relembro essas coisas? Porque entre os guardados deixados por minha irmã mais velha, Maria Ilina, morta em junho passado, encontrei uma caixa com alguns manuscritos de nossa tia, professora Ana Sales de Brito, turma de 1931 da Escola Nossa Senhora de Lourdes. Pois bem, no meio de sua produção literária, poesia e prosa, há um conjunto de discursos proferidos em solenidades cívicas. Não é necessário dizer que, nessa época, predominavam loas à memória de João Pessoa, nosso herói assassinado em julho de 1930.

Entre os textos resgatados, selecionei a fala de Ana Sales quando da “aposição dos retratos de três grandes vultos paraibanos no nosso prédio escolar”, no dia 19.11.1932, data da “inauguração do Grupo Escolar”, segundo ela anotou. A jovem mestra rende homenagem a três ilustres paraibanos, falecidos pouco antes: o próprio João Batista Milanez, morto em 13.01.1930, João Pessoa Cavalcanti, assassinado em 26.07.1930, e Antenor Navarro, falecido em desastre aéreo em 26.4.1932.


Por que o nome de monsenhor Milanez, no Grupo?

Ana Sales informa em seu pronunciamento que ele foi “um dos maiores benfeitores da instrução no País e um grande protetor do ensino desta cidade”. E, após indicar traços biográficos do ilustre filho de Guarabira, ela enfatiza: “E hoje que esta casa já se acha construída é preciso que vos diga que, para esse fim, muito trabalhou o reverendíssimo monsenhor Milanez, pois foi ele quem sugeriu ao governo a criação de um grupo escolar em Cajazeiras, esforçando-se depois por consegui-lo”. Lembre-se que ele foi diretor da Instrução Pública, cargo hoje equivalente a Secretário de Educação do Estado. Transcrevo a seguir outras palavras de Ana Sales, na linguagem formal de louvação, pomposa e elegante, usual naquele tempo. Referindo-se a “João Pessoa e ao malogrado interventor Antenor Navarro”, assim se expressou, dirigindo-se aos alunos:

“Nada é preciso dizer-vos sobre esses dois inolvidáveis paraibanos, pois conheceis todas as suas vidas edificantes, coroadas por mortes que lhes fizeram maiores, mais dignos e merecedores de glorificações, já pelo heroísmo do intrépido João Pessoa que, sacrificando-se, foi a redenção da nossa pátria, já pela morte assombrosa que lhe valeu a coroa de mártir do ardoroso Antenor Navarro. Um tombando fulminado nas ruas do Recife, (…). O outro, vítima da catástrofe tremenda do Savoia-Marchetti nas águas da Bahia, foi dentre os nossos presidentes um dos mais lembrados com tristeza, sua vida cortada em pleno viço”, e interrompendo “seu governo que era uma esperança para a nossa Paraíba”.

Foto produzida em 1950. Colação de grau dos alunos do 
antigo curso primário. Ao lado direito da foto, 
a professora Erenice Ferreira

Relembro o episódio não só para homenagear minha tia Ana Sales de Brito. Faço-o também para, indignado, expressar solidariedade a milhares de dedicadas professoras e professores de escolas públicas - federais, estaduais e municipais -, e de escolas particulares. Heroínas e heróis não reconhecidos no exercício da nobre missão de ensinar, sem contrapartida material à altura do sacrifício que fazem. Uma indecência política. Um desrespeito social.





fonte: coisa de Cajazeiras

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Jonathan da Silva Rodrigues vence o Festival de Interprete Canto Pela Vida.


1º lugar, Jonathan da Silva Rodrigues - prêmio de mil reais.


A Prefeitura Municipal de Cajazeiras, através da Secretaria Executiva de Cultura em parceria com o 6º Batalhão de Policia Militar e Movimento Cajazeiras Sem Drogas realizaram na última sexta feira (21) a final do FESTCAN – Festival de Interprete Canto Pela Vida. O evento aconteceu na Praça do Leblon e contou com a participação maciça do público que se empolgou com o nível dos concorrentes.

A final do FESTCAN contou com dez concorrentes sendo sete de Cajazeiras, dois de São José de Piranhas e um de Bom Jesus. A mesa julgadora foi formada por seis membros sendo eles: o radialista Olivan Pereira (Big Boy), Secretária de Educação Edna Elba, Juíza Adriana Lins, cantor Domingos Sávio, cantor Jocélio Amaro e a jornalista Josirleide Oliveira.


Os vencedores do FESTCAN foram: em primeiro lugar ficou Jonathan da Silva Rodrigues, 17 anos de idade, cajazeirense e aluno do Colégio Dom Moisés. Ele recebeu o prêmio de R$ 1.000,00 e uma comenda. No segundo lugar ficou Beatriz Gomes Lima, 14 anos de idade, da cidade de São José de Piranhas e aluna do Instituto Federal da Paraíba - IFPB. Ela recebeu o prêmio de R$ 500,00 e uma comenda. O terceiro lugar ficou com Maria Eduarda Brasil Alencar, de 23 anos de idade, da cidade São José de Piranhas e aluna do Colégio Antônio Lacerda Neto. Ela recebeu o prêmio de R$ 300,00 e uma comenda. No quarto lugar ficou Hannah Alencar Holanda, 18 anos, de Cajazeiras e aluna do Colégio Monsenhor Constantino Vieira. Ela foi agraciada com um violão e uma comenda. No quinto lugar ficou Denis Abreu de Sousa, 14 anos de idade, de Cajazeiras e aluno do Colégio Manoel Mangueira. Ele ganhou um relógio e uma comenda.

Após o anuncio dos ganhadores do FESTCAN a Banda Tora Chinela deu um show no palco do Leblon.

Os dez participantes da finalíssima do Festcan

2º lugar, Beatriz Gomes Lima e a 4ª colocada, Hannah Alencar Holanda

3ª colocada, Eduarda Brasil Alencar e o 5º lugar, Denis Abreu de Sousa





Postagem divulgada do blog: secultcz.blogspot.com.br
Imagens: Cavalcante Júnior

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Veja os vencedores do 1º Festival de Cinema de Cajazeiras.



Chega ao final a primeira edição do Festival de Cinema de Cajazeiras. O evento que com certeza passará a ser anualmente a nova atração do calendário Cultural da cidade, teve como meta principal, estimular as novas gerações de cinéfilos de Cajazeiras e da região, para o exercício da produção do audiovisual no alto sertão.
O que se espera a partir desse primeiro festival é que os próximos que virão, seja mais lapidado de conteúdo e que possa crescer, tanto na parte de logística como também em outro setor importante em qualquer evento, que é a produção e gestão. Estendendo a sua edição para o máximo, uma semana. Ou seja, se torne um grande festival, a exemplo dos grandes festivais de cinema realizados na Paraíba e no Nordeste.
O sucesso que alcançou essa primeira edição, nos faz pensar mais ainda em um evento maior, porque não! Na altura das tradições culturais da terra do Padre Rolim. Para tanto, há de se pensar em um projeto agregador, que possa capitanear maiores recursos não só do poder público, como também, da iniciativa privada; que possa garantir uma programação mais extensiva e a inclusão de prêmios também para produções de longas e animação.
Como sugestão para edições vindouras do festival, seria interessante que as homenagens não se atenham tão somente a atores, mas, nas imagens e nos feitos daqueles que historicamente tiveram participações importantes, nos primórdios da produção das primeiras imagens de cinema gravadas na cidade, a exemplo de Marcos Luiz e Ubiratan Assis - que deve ter um acervo muito grande de imagens gravadas nos 70 e 80, e tantos outros realizadores de imagens nas bitolas 8mm, 16mm e na mais recente, a VHS. 
Além disso, fazendo um mergulho nesse túnel do tempo, o festival poderá lembrar ainda, as remotas exibições de cinema da cidade; ascendendo os nomes dos primeiros exibidores das nossas primeiras salas, como o libanês João Bichara, Eutrópio; o mambembe, Zé Sozinho - que ganhou recentemente uma homenagem em documentário produzido por um realizador cearense. Nos mais recentes, poderá destacar os nomes de José LyraCarlos Paulino e Eduardo Cesar Guedes, respectivamente, antigos proprietários do extinto Cine Éden.


FILMES VENCEDORES:

Mostra Sertaneja de Curta Metragem
Melhor Filme: Antoninha (Direção: Laercio Filho)
Melhor Fotografia: Quando Batem as Seis Horas (Direção: Mikaely Batista)
Melhor Ator: W. J. Solha (Filme: Antoninha)
Melhor Atriz: Marcélia Cartaxo (Filme: Antoninha)

Mostra Paraibana de Curta Metragem
Melhor Filme: Candeeiro (Direção Adriano Roberto)
Melhor Fotografia: Lourdes Ramalho: um conto contado por ela (Direção: Mikaely Batista)
Melhor Ator: Fernando Teixeira (Filme: O Lobisomem da Paraíba (Direção: Silvio Toledo)

Mostra Nacional de Curta Metragem
Melhor Filme: Reimundo (Direção Mario Vaz Filho)
Melhor Fotografia: Mamãe, Café e Água (Direção: André)
Melhor Ator: Luiz Carlos Bahia (Filme: Reimundo)
Melhor Atriz: Mayara (Filme: Mamãe, Café e Água)

1. Cena do curta: Mamãe, Café e Água  2. Set de gravação do doc: Candeeiro

Imagem do doc: Quando Bate as Seis Horas


Veja abaixo alguns Curtas vencedores do festival:
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Antoninha - Direção: Laércio Filho

Candeeiro. Direção: Adriano Roberto


O Lobisomem da Paraíba. Direção: Silvio Toledo



domingo, 16 de agosto de 2015

Programação Cultural de Aniversário da Cidade de Cajazeiras




Cajazeiras 152 Anos de Cultura




P R O G R A M A Ç Ã O 

Dia 17/08 (Segunda-feira)
9h00 - Concerto Musical do PRIMA na Praça Dom João da Mata - Prefeitura Municipal

Dia 18/08 (Terça-feira)
18h00 - Abertura do I Festival de Cinema de Cajazeiras na Praça do Leblon
20h30 - Show com o humorista Márcio Tadeu na Praça do Leblon
21h00 - Show musical com Fuba, Liss Albuquerque, Jocélio Amaro e Emiliano Pordeus na Praça do Leblon

Dia 19/08 (Quarta-feira)
14h00 - Workshops do I Festival de Cinema no Miniteatro do Centro Cultural Zé do Norte
20h00 - Continuação do I Festival de Cinema na Praça do Leblon
22h00 - Show musical na Praça do Leblon

Dia 20/08 (Quinta-feira)
08h00 - Abertura da Exposição “História do Futebol de Cajazeiras” no Rotary Club
14h00 - Workshops do I Festival de Cinema no Miniteatro do Centro Cultural Zé do Norte
20h00 - Cont. do I Festival de Cinema na Praça do Leblon
22h00 - Show musical na Praça do Leblon

Dia 21/08 (Sexta-feira)
08h00 - Cont. da Exposição “História do Futebol de Cajazeiras”, no Rotary Club
19h00 - 6ª Feira de Economia Solidária, na Praça do Leblon
20h00 - Finalíssima do Festival Canto Pela Vida na Praça do Leblon
21h30 - Show musical no Complexo na Praça do Leblon

Dia 22/08 (Sábado)
05h00 - Alvorada Festiva com a Banda de Música Santa Cecília pelas principais ruas da cidade
15h00 - Cont. da II Feira de Economia Solidária, na Praça D. João da Mata - Prefeitura Municipal
16h00 - Desfile Cívico na Avenida Padre Rolim
20h00 - Mostra de Dança na Praça do Leblon
21h00 - Exibição do documentário Cajarock e Show na Praça do Leblon
21h30 - Show musical com a banda Escaravelhos Rocknídios na Praça do Leblon




fonte: Secom/Cajazeiras

Segunda eliminatória do Festival de Interprete Canto Pela Vida, classifica para final, mais cinco concorrentes.




A segunda eliminatória do Festival de Interprete Canto Pela vida, que foi realizada na noite desta sexta feita (14) na Praça Camilo de Holanda, classificou para a final (que ocorrerá dia 21 deste mês), mais cinco participantes dos dez que havia sido escolhido pelo júri para concorrer nessa etapa. A escolha dos dez que cantaram nesta eliminatória, foi feita pelo júri na última quarta-feira, dia 12, no Centro Cultural Zé do Norte, mediante cerca de trinta inscritos.

Os cinco concorrentes selecionados para a final, dia 21, na Praça do Leblon, foram: Maria Eduarda Brasil Alencar (São José de Piranhas), Denis Abreu de Sousa (Cajazeiras), Fellicio Gonçalves Araújo (Cajazeiras), Manuela Nascimento Macena (Cajazeiras), Estefanny Pereira Rolim (Bom Jesus).

Entre as atrações que abrilhantou essa segunda eliminatória, foi destaque a participação da cantora mirim Laís Amaro, filho do sanfoneiro Chico Amaro.

O Festival de Interprete Canto Pela vida é uma realização da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, através da Secretaria Executiva de Cultura em parceria com o 6º Batalhão de Policia Militar e Movimento Cajazeiras Sem Drogas.



fonte: secltcz-assessoria 

Na abertura do 1º Festival de Cinema, Cajazeiras verá grande show com destacados artistas da música paraibana.





Imagine só. Flávio Eduardo Fuba, Liss Albuquerque, Emiliano Pordeus e Jocélio Amaro. Todos estarão juntos as margens do açude grande dia 18 deste mês de agosto, às 22h, na Praça do Leblon, dividindo o mesmo palco, o mesmo espaço, em um grande evento musical que marcará a abertura do 1º Festival de Cinema de Cajazeiras. Nesse mesmo show, quem também estará presente, com sua irreverencia, contando suas piadas, se divertindo com a presença de todos; fazendo o público sorrir; será o ator e humorista, Márcio Tadeu. Portanto, você viverá uma terça-feira de muito prazer, de muita cultura e descontração ao lado de tanta gente importante na nossa arte paraibana, principalmente na nossa música.

Para aqueles que ainda não conhece os participantes desse grande show, aqui vai um pequeno perfil de cada um deles:

Liss Albuquerque:  Lis Albuquerque tem 2 Cds gravados e mais de 15 músicas gravadas por outros cantores e em discos de coletâneas. Várias apresentações em diversos estados do Brasil e também no exterior como Portugal e Espanha. Finalista e ganhador de vários festivais de música como o Canta Nordeste, Forró Fest, Festival da Canção - Fumap, dentre outros. Produtor Cultural, compositor de jingles publicitários Cachaça São Paulo - Grafiset - Vertical Engenharia - Colégio Pio XI - Colégios QI e CA - Sólida Imóveis - Vertical Engenharia - Sebrae 25 anos - TV Cabo Branco - dentre outros.

Flávio Eduardo Fuba:  Foi Produtor do Projeto Seis e Meia em João Pessoa e Campina Grande, por meio da Acorde Produções. Vereador da capital e ativista das artes sempre antenado com o dia-a-dia político-cultural da cidade, Fuba também já trabalhou como redator e diretor de criação de várias agências de publicidade, foi diretor de Marketing da PBTUR, presidente da Associação Folia de Rua e um é um responsável pelo ressurgimento do carnaval de rua de João Pessoa. Foi um dos fundadores do Bloco Muriçocas do Miramar, sendo também autor do hino desse bloco. Tem cinco CDs gravados e várias músicas interpretadas por artistas nacionais. Publicou em 1981 o livreto “Apenas um dia...” e a “Estrela Satélitica” além de vários folhetos de cordel. Em 2005 lançou o livro de crônicas “Nas ruas de nossas cabeças”. Em 2008, lançou o polêmico livro “Parahyba 1930: A Verdade Omitida”.

Emiliano Pordeus: O cantor e compositor paraibano Emiliano Pordeus, começou a flertar com a música aos 16 anos, integrando numa banda de rock formada por ele e amigos, influenciados pelos ícones do rock nacional. Como intérprete, participou de importantes festivais a exemplo da Paraíba. É Compositor, tendo músicas regravadas por artistas de projeção, entre eles: Adelson Viana/CE, Paul Ralphes/RJ, Strep/SP, o humorista Márcio Tadeu/PB, Fábio Carneirinho/CE, Ranniery Gomes/PB, Banda Nagibe/PB, Cieudo Gomes/PB, Michele Colaço/CE, Jofran di Carvalho/PB, Banda Grafith/RN, Ewerton Linhares/RN, Moreira Filho/PB, Targino Gondim/BA, Santanna O Cantador/PE, dentre outros.

Jocélio Amaro: Cantor e compositor cajazeirense, durante as ´décadas de 80 a 90 teve destacada atuação nos Festivais da Canção, além de atuar como produtor musical, foi diretor do Teatro Ica. Em 1998 mudou-se para São Paulo colocando toda sua musicalidade nos mais diversos palcos alternativos, participando de alguns eventos importantes como, Circuito Cultural, Virada Cultural e outros. Neste período, produziu 5 cds e uma coletânea, além de está em fase de produção de um outro trabalho, seus trinta anos de carreira.


Marcio Tadeu: Tem 28 anos de carreira dedicados ao teatro, televisão, cinema e humor. Ele já dirigiu mais de 20 peças teatrais com temas infantis e adultos. No currículo, passagem pelas grandes emissoras de TV do Brasil, o que confirma seu carisma e talento.  Em 2006, fez o seu primeiro trabalho na Rede Globo, na Minissérie “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna, com direção de Luiz Fernando Carvalho. Participou das novelas “Morde e Assopra” e “Avenida Brasil”. Em programas de humorísticos Tadeu participou do “Zorra Total” e do Festival de Piadas do Show do Tom na Record.





sábado, 15 de agosto de 2015

Como foi a eleição para prefeito de Cajazeiras, em 1947, pós redemocratização do país.


Arsênio Rolim Araruna e José Bandeira de Melo (Bizé Bandeira)
Candidatos a Prefeito e Vice, respectivamente eleitos.

Manoel Cavalcante de Lacerda e Acácio Braga Rolim, candidatos 
a Prefeito e Vice, foram os derrotados no pleito. 



Com a deposição do Presidente Getúlio Vargas, em 1945, dando fim a uma ditadura iniciada com o golpe de 1937, acontece em seguida o inicio da redemocratização do país. Em Cajazeiras, dois anos depois, Arsênio Rolim Araruna se tornava o primeiro prefeito constitucional da cidade, eleito pós processo de redemocratização, no dia 12 de outubro de 1947. Ele venceu a eleição contra o seu oponente Manoel Cavalcante de Lacerda, por uma maioria de apenas 126 votos. Ou seja, foram 1.396 votos dados a seu favor contra 1.270 dados ao seu concorrente. O vice-prefeito eleito foi José Bandeira de Melo, o conhecido agropecuarista cajazeirense Bizé Bandeira. 
Bizé Bandeira também foi eleito num processo de eleição direta. Na época, o vice também era votado. Ele obteve 1.796 votos contra 1.352 dados ao saudoso Acácio Braga Rolim. Vale ressaltar que nessa eleição, Romualdo Rolim (irmão de Acácio), foi eleito vereador com expressiva votação. 
Membro de tradicional família cajazeirense, Arsênio Rolim Araruna assumiu a Prefeitura Municipal em 30 de novembro de 1947, cumprindo o mandato de quatro anos, que se encerrou em 30 de novembro de 1951. É considerado, até hoje, como um dos administradores mais íntegros da história política de Cajazeiras. O zelo com a coisa pública ainda hoje é lembrado como a grande marca da sua passagem pela Prefeitura de Cajazeiras. 
Das obras realizadas na cidade, a mais lembrada e destacada da administração de Arsênio Rolim Araruna foi o Mercado Público Central de Cajazeiras, localizado no centro da cidade. 
O ex-prefeito faleceu com 56 anos de idade, em 14 de julho de 1957 - seis anos depois que deixou a Prefeitura Municipal. Segundo os registros históricos, o seu sepultamento foi um dos maiores de Cajazeiras, e provocou grande comoção popular.


fonte: obeabadosertão

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Filmes que irão competir nas mostras de curta metragem do 1º Festival de Cinema de Cajazeiras




A Coordenação do 1º Festival de Cinema de Cajazeiras, divulgou a seleção de filmes que irão competir nas mostras competitivas, Sertanejo, Paraibano e Nacional de Curta Metragem. Veja abaixo, os títulos dos filmes, com seus respectivos diretores e tempo de duração. O Festival de Cinema de Cajazeiras acontecerá entre os dias 18 e 20 deste mês de agosto, na praça do Leblon. Na abertura, dia 18, será exibido o filme Cine Holliúdy do diretor cearense Helder Gomes. Durante todo festival, haverá shows de músicas e de humor com a participação de Fuba, Emiliano Pordeus, Liss Albuquerque, Jocelio Amaro e Marcio Tadeu. Compareça, participe e faça a sua festa.


MOSTRA 
CURTA METRAGEM SERTANEJO

Filme: NO RASTRO DA ESPOLETA 3 - ficção, 20min
Direção: Bonerges Guedes e Vinícius Guedes

Filme: ANTONINHA - ficção, 20min.
Direção: Laércio Ferreira Filho

Filme: QUANDO BATEM AS SEIS HORAS - doc. - drama, 20min 
Direção: Mikaely Batista

Filme: MUDAÇA - ficção, 19m35seg.
Direção: Janduy Acendino 


MOSTRA 
CURTA METRAGEM PARAIBANO 

Filme: CANDEEIRO - doc., 10min. 
Direção: Adriano Roberto

Filme: LOURDES RAMALHO: UM CONTO CONTADO POR ELA - doc., 15min. Direção: Mikaely Batista

Filme: LOBISOMEM DA PARAÍBA - ficção, 16m21seg. 
Direção: Silvio Toledo

Filme: O OLHAR DE ZEZITA - doc., 15min. 
Direção: Mercicleide Ramos


MOSTRA  
CURTA METRAGEM NACIONAL

Filme: COELHO - ficção, 17m34seg. 
Direção: Wellington Silva

Filme: REIMUNDO - ficção, 19m27seg. 
Direção: Mário Vaz Filho

Filme: E SAÚ, O CONTADOR DE HISTÓRIAS - Animação, 13min. 
Direção: André Dias





fonte: Raquel Rolim

domingo, 9 de agosto de 2015

Timidez do poeta Cristiano Cartaxo

 por: Francisco Sales Cartaxo




o dia 6 de agosto, Cristiano Cartaxo Rolim teria completado 128 anos, se fosse possível viver tanto. Ele morreu em 1975, também no mês de agosto, dia 29, ainda lúcido, muito embora a memória, a vista e o mal de Parkinson já lhe causavam enervante angústia. Nascido em 1887, meu pai estudou na Bahia e no Rio de Janeiro, onde obteve o diploma de farmacêutico para juntar-se a seu genitor, major Higino Gonçalves Sobreira Rolim, pioneiro boticário em Cajazeiras, licenciado para exercer atividade de farmacêutico em ato formal assinada pelo imperador Pedro II, em 1875.
Cristiano Cartaxo ocupou posições na política cajazeirense – vereador, secretário municipal, prefeito interino – mesmo sem ter vocação de administrador público ou para as lides parlamentares e partidárias. Ele também não se entusiasmava com o comércio, conquanto fosse cuidadoso e competente no aviamento de receitas médicas e no trato das pessoas. Cristiano gostava mesmo era das letras, de versejar, tendo preferência especial pelo soneto. Fez-se professor, lia muito, inclusive em francês, disciplina que ensinou anos a fio. Talvez escondesse na leitura e na poesia sua timidez, o que não o impedia, porém, de falar em público, de proferir discursos e palestras. 

Exemplo emblemático de sua reservada conduta se deu quando rejeitou convite do cônego Matias Freire para integrar a Academia Paraibana de Letras. Tenho agora em mãos exemplar dos Estatutos daquela entidade, enviado a meu pai pelo ilustre sacerdote, com um bilhete, de 5 de junho de 1945, no qual “pede autorização para falar bem de seu nome na Academia”. Encontrei-o entre velhos papeis no acervo deixado por minha irmã Maria Ilina, falecida mês passado. Lá estava também um rascunho incompleto, escrito a lápis, da resposta de Cristiano a Matias Freire. Ei-lo:


Sede da APL - Academia Paraibana de Letras
“Recebi os Estatutos da Academia e o folheto sobre o Congresso de Esperanto, acompanhados do pedido de apresentação do meu nome à tão ilustre confraria. É este mais um estímulo sério que recebo para sair de minha toca sertaneja. E é com pesar que sinto haver chegado tarde demais o vosso convite amigo. Meu gosto demasiado pelas letras mais se afirmou em atividades fecundas, de modo que me sinto bem hoje sem os protestos (ilegível) em uma das cinco categorias de sócios da Academia. Cumpre-me agradecimentos à vossa lembrança, que mais parece reflexo dos que não me conhecem de perto”.
A timidez manifesta-se com igual vigor no soneto Ânimo Forte, dedicado ao cônego Matias Freire, em particular no primeiro quarteto:
“Estou velho, já não me tenta mais
a veleidade de afagar a ideia
de figurar na olímpica assembleia
mortal que sou, em meio aos imortais.”

Ora, ao ser convidado, Cristiano Cartaxo não completara ainda 58 anos! Sempre exibiu boa saúde e faleceu com 88 anos. O convite não chegara tarde, portanto. Era puro receio de sentar-se ao lado de intelectuais que ele conhecia à distância, em sua maioria, pela imprensa e por meio da leitura de livros. O poeta Cristiano superestimava a capacidade intelectual de seus futuros colegas de Academia, ele que optara por viver em Cajazeiras, numa época em que as distâncias geográficas eram tão grandes quanto às de nível cultural. Ou, pelo menos, mais acentuadas do que hoje, penso. E assim, Cajazeiras perdeu um imortal, imortal solene, da Academia, na qual é patrono o padre Inácio de Sousa Rolim, cuja cadeira foi ocupada pelo cônego Matias Freire.


Há 35 anos, agentes da PF monitoraram Lula em visita a Cajazeiras

artigo escrito pelo jornalista Adelson Barbosa dos Santos, publicado no portal correio, em 20.05.13, às 09h07m


Lula ladeados por militantes da esquerda de Cajazeiras. (em pé - da direita para esquerda da foto) 
Eugênio Alencar, Eliane, Lúcio Vilar, Gutemberg Cardoso, e "ele" - Lula, Fábia Carolino, Fátima Elias 
e Bosco Barreto. (Agachados - da direita para esquerda) Maria Marques, Céu - irmã de Eliane, 
Eugênio Feitosa e Chagas Amaro. 


Cajazeiras, sábado, 09 de agosto de 1980. O dia estava ensolarado e milhares de pessoas frequentavam a feira livre da cidade paraibana, que fica quase na divisa com o Estado do Ceará. Naquele dia, Cajazeiras recebeu a visita de uma liderança sindical emergente que, 22 anos mais tarde, seria Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva.

Acompanhado do integrante do Comitê Central do PCR (Partido Comunista Revolucionário), Wanderly Farias (hoje jornalista), e do então suplente de senador pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido de oposição que foi sucedido pelo PMDB, João Bosco Braga Barreto (já falecido), entre outras lideranças que articulavam a criação do PT na Paraíba, Lula participou de uma manifestação pública na feira de Cajazeiras.

Tudo foi acompanhado por agentes infiltrados da Polícia Federal. O Presidente da República era o general João Batista de Figueiredo, o governador da Paraíba era Tarcísio de Miranda Burity e o Brasil estava na efervescência do fim do regime militar, o que somente aconteceria cinco anos mais tarde, com a eleição de Tancredo Neves para presidente, numa eleição indireta realizada no Congresso Nacional.


Lula com jovens militantes da esquerda da cidade de Sousa. Cezar Nóbrega (ao lado de Lula), 
Antônio Pordeus (em pé ao lado de Cezar), João Marcelino (esquerda de Lula), Tadeu Sarmento (ao 
lado direito de Lula), Maurílio Estrela (ao lado de Socorro), Marcos Figueiredo, Júnior Pordeus, 
Paulo Figueiredo, Socorro Pinto, Antônio Nóbrega, Olavo Pordeus, Tito, Otacílio Trajano, 
Inaldo Leitão, Jurandy Conçalves e Luiz Júnior. 


Mesmo assim, agentes do Serviço Nacional de Informação (SNI), do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e da Polícia Federal estavam infiltrados em todos os movimentos sociais. Onde quer que ocorresse uma manifestação de protesto - estudantil ou sindical, os agentes de segurança estavam lá, fotografando, gravando, observando, anotando.

Eles monitoravam os passos de quem quer que fosse suspeito de subversão. Subversiva era qualquer pessoa que se opusesse ou fizesse qualquer crítica ao regime. E os subversivos estavam sujeitos às penalidades impostas pelo Ato Institucional Nº 5 (AI-5). Poderiam sofrer de intimidação a tortura, prisão e assassinato.

Nesta reportagem o Correio revela, com base em documento fornecido pela Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória da Paraíba, o teor de um relatório confidencial elaborado pelo Serviço de Informação do Departamento de Polícia Federal no Estado, em relação à visita do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva às cidades de Cajazeiras, Souza, Patos, Bayeux e João Pessoa nos dias 9 e 10 de agosto de 1980.

O relatório é datado de 13 de agosto de 1980. Foi enviado ao Centro de Informação da PF em Brasília, ao SNI, ao 1º Grupamento de Engenharia e Construção em João Pessoa e ao Centro de Informações da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba. Uma observação escrita em carimbo afirma: “Qualquer pessoa que tomar conhecimento deste assunto fica responsável pelo seu sigilo”.

Lula com jovens militantes de esquerda 
de Cajazeiras em 1980


Comício em Cajazeiras:

O relatório confidencial sobre Lula diz que ele promoveu comício em praça pública, em Cajazeiras, com cerca de 1.000 pessoas “a quem conclamou, logo de início, à reação contra ações policiais que procuram reprimir protestos dos trabalhadores”.

O relatório afirma que Lula citou como exemplo de reação a passeata realizada no dia 1º de maio de 1980, em São Paulo. O então operário, segundo o relatório, teria dito no comício que, em virtude da insistência dos operários, os órgãos repressivos foram obrigados a recuar e permitir a concentração em São Paulo.

Frisou (Lula) ainda que, em hipótese alguma, o povo deve temer a ação policial, vez que inexistem cadeias para todos e anunciou que, no próximo ano (1981), os metalúrgicos do ABC (região paulista formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Carlos) farão greve de 82 dias, a fim de provarem que o Governo não tem forças e, consequentemente, cederá às exigências que lhe serão impostas, afirma o relatório sigiloso da PF sobre Lula.