quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Centenário Açude Grande – Início das obras, conclusão e desapropriações.




IV. – Início das obras e conclusão

Iniciadas a 27 de dezembro de 1915, ficaram as obras definitivamente concluídas a 15 de abril de 1916; sendo que, para maior segurança da antiga barragem de alvenaria, que ficou à jusante da nova barragem de terra construída, foi deliberada, depois de organizado o projeto, a construção de 3 gigantes de alvenaria na parte externa da referida muralha.

V. – Desapropriações

Conforme havia sido determinado, desde que foram atacadas as obras de construção do açude, tratou, desde logo, o engenheiro encarregado da desapropriação das terras, que deveriam de ser ocupadas pelas águas da respectiva bacia hidrográfica.

É sempre essa, no interior do nosso país, tarefa das mais difíceis e penosas, por causa do desconhecimento completo, por parte dos proprietários da extensão exatas de suas terras e da falta quase absoluta de documentos comprobatórios de posse por parte daqueles que se apresentam como verdadeiros donos. Tais dificuldades repetem-se em quase todas as obras; e – sendo sempre preferível liquidar, desde logo, amigavelmente as desapropriações a deixá-las para depois de prontas a obras, ou obtê-las por meio de demoradas questões judiciais, – é bem possível que nem todas tenham feitas com o devido cuidado.

No açude Cajazeiras, era a das desapropriações uma das mais intrincadas questões. Apresentavam-se muitos possuidores de terras a desapropriar e deixavam de acudir aqueles que maior extensão possuíam. Não podendo permanecer a comissão indefinidamente à espera destes, foi liquidando os casos que iam acudindo ao apelo do engenheiro encarregado; de modo que, concluído o açude, estavam ainda por desapropriar as terras pertencentes aos Srs. Padres Nonato Pitta e Fructuoso Rolim, que – residindo fora do Estado da Parahyba, não puderam ser atendidos a tempo, e as do Sr. Antônio de Souza, que recusara-se a qualquer acordo amigável.

Essas três desapropriações ainda a concluir não deverão exigir mais duns 6:000$000, que – adicionados aos 15:847$ pagos aos proprietários, mencionados no termo de entrega da obra ao Estado da Parahyba, abaixo transcrito – elevarão a 21:847$000 a importância total das desapropriações; – quantia que, apesar dum pouco elevada, não parece exagerada, desde que se leve em consideração o fato de estar o açude encravado na própria cidade de Cajazeiras e em excelente local para maior e melhor desenvolvimento das culturas que já aí floresciam.

Placa de Inauguração

Proprietários expropriados e importâncias que receberam:



·         Raymundo Sezinando Coelho…………………        6:000$000
·         Chrispim Sezinando Coelho……………………        1:377$000
·         Olidon Pereira Campos………………………....       1:000$000
·         Dom Moysés Coelho……………………………           600$000
·         Sabino Gonçalves Rolim e outros………………         418$000
·         Cezário Duarte Rolim…………………………              504$000
·         João de Souza Rolim e outros………………           5:000$000
·         Epiphanio Gonçalves Sobreira Rolim…………           415$000
·         Chrispim Sezinando Coelho (benfeitorias)…              533$000
·         Total………………………………………….........    15:847$000






fonte: Coisa de Cajazeiras (blog do Cristiano Moura)

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